FORMAS-PENSAMENTO

POR

ANNIE BESANT E

C. W. LEADBEATER

COM CINQUENTA E OITO ILUSTRAÇÕES

LONDRES E BENARES: SOCIEDADE TEOSÓFICA DE PUBLICAÇÕES
AGENTES NA CIDADE: LUND, HUMPHRIES, LTD., AMEN CORNER
CHICAGO: THE THEOSOPHICAL BOOK CONCERN
NOVA YORK: JOHN LANE

PREFÁCIO

O texto deste pequeno livro é obra conjunta do Sr. Leadbeater e minha; parte dele já apareceu como artigo em *Lucifer* (agora a *Theosophical Review*), mas a maior parte é nova.

O desenho e a pintura das Formas-Pensamento observadas pelo Sr. Leadbeater ou por mim, ou por ambos juntos, foram feitos por três amigos — o Sr. John Varley, o Sr. Prince e a Srta. Macfarlane, a cada um dos quais apresentamos nossos sinceros agradecimentos.

Pintar com as cores opacas da terra as formas vestidas na luz viva de outros mundos é uma tarefa árdua e ingrata; tanto mais gratidão é devida àqueles que a tentaram. Eles precisavam de fogo colorido e só tinham terras moídas.

Temos também de agradecer ao Sr. F. Bligh Bond por nos permitir usar seu ensaio sobre Figuras de Vibração e alguns de seus desenhos primorosos. Outro amigo, que nos enviou algumas notas e alguns desenhos, insiste em permanecer anônimo, então só podemos enviar-lhe nossos agradecimentos com igual anonimato.

É nossa sincera esperança — como é nossa crença — que este pequeno livro sirva como uma lição moral marcante para cada leitor, fazendo-o perceber a natureza e o poder de seus pensamentos, agindo como estímulo para o nobre e freio para o vil.

Com essa crença e esperança, o enviamos em seu caminho.

ANNIE BESANT.

SUMÁRIO

PREFÁCIO .................................
INTRODUÇÃO .................................
A DIFICULDADE DA REPRESENTAÇÃO .................................
OS DOIS EFEITOS DO PENSAMENTO .................................
COMO A VIBRAÇÃO ATUA .................................
A FORMA E SEU EFEITO .................................
O SIGNIFICADO DAS CORES .................................
TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO .................................
FORMAS-PENSAMENTO ILUSTRATIVAS .................................
AFEIÇÃO .......................................

DEVOCÃO                        .......                                                            44- INTELECTO                       .......                                                            49- AMBIÇÃO                        .                     .            .   .       .       .       . IRA               ........ SIMPATIA                        .                     .        .       .       .       . MEDO            •                                                              ...                    < CUPIDEZ           ........ VÁRIAS             EMOÇÕES                          .            .   .       .       .       *       NAUFRÁGIO              .                        .        .       .       .       .       .       NA        PRIMEIRA             NOITE                 .....       OS           JOGADORES                      .            .       .       .       .       .       NUM       ACIDENTE           DE RUA                  .       .       .       .       NUM       FUNERAL                       .            .       .       .       .       .       .      6l

AO    ENCONTRAR                 UM    AMIGO                .....       APRECIAÇÃO                      DE    UM           QUAD vii                                                                RO      .       .       .                                                                                           i'AGE

vm                                      CONTEÚDO

FORMAS        VISTAS   EM MEDITAÇÃO         SIMPATIA        E AMOR                                          POR               TODOS         UMA    ASPIRAÇÃO      A       ENVOLVER                      TODOS               .         . NAS       SEIS DIREÇÕES         ORDEM       CÓSMICA                                     *                     •

O    LOGOS    COMO MANIFESTADO                              EM O HOMEM         O    LOGOS    PENETRANDO         TODOS         OUTRA       CONCEPÇÃO                           •                     •

A    TRÍPLICE        MANIFESTAÇÃO       A      SÉTUPLA      MANIFESTAÇÃO       ASPIRAÇÃO           INTELECTUAL                . PENSAMENTOS           ÚTEIS                             •                         • FORMAS    CONSTRUÍDAS       POR MÚSICA      .                                                    *                                                                              *

MENDELSSOHN                              *                         •

GOUNOD                       *

•                         #

WAGNER

LISTA DE ILUSTRAÇÕES                                                           I'AGK

SIGNIFICADO        DOS       CORES                              Frontispício        FIG.

PLACA        DE SOM       DE CHLADNI                       .                                                                                               r                                                                                                       2&

FORMAS PRODUZIDAS NA AREIA

a n FORMAS PRODUZIDAS POR PÊNDULOS 4~7 * AFEIÇÃO PURA VAGA

AFEIÇÃO EGOÍSTA VAGA . AFEIÇÃO DEFINIDA AFEIÇÃO RADIANTE

PAZ E PROTEÇÃO

AFEIÇÃO ANIMAL APEGADA

SENTIMENTO RELIGIOSO VAGO.

r IMPULSO ASCENDENTE DE DEVOÇÃO

°* AUTORRENÚNCIA RESPOSTA À DEVOÇÃO 4 O' PRAZER INTELECTUAL VAGO 1r88a SIMPATIA VAGA . A INTENÇÃO DE CONHECER . ALTA AMBIÇÃO AMBIÇÃO EGOÍSTA . 21 42’ FÚRIA ASSASSINA . RAIVA SUSTENTADA . RAIVA EXPLOSIVA . 53 46*

CIÚME VIGILANTE CIÚME RAIVOSO . ix 54 5* X LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIG.

PÁGINA .

SUSTO SÚBITO • * GANÂNCIA EGOÍSTA • ft .

GANÂNCIA POR BEBIDA • ft • EM UM NAUFRÁGIO •

NA PRIMEIRA NOITE • *

OS JOGADORES • • • • 
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AO ENCONTRAR UM AMIGO • ft 
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SIMPATIA E AMOR POR TODOS * ft

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DE WAGNER

FORMAS-PENSAMENTO

À medida que o conhecimento aumenta, a atitude da ciência em relação às coisas do mundo invisível está passando por considerável modificação.

Sua atenção não está mais dirigida unicamente à terra, com toda a sua variedade de objetos, ou aos mundos físicos ao seu redor; mas ela se vê compelida a olhar mais além, e a construir hipóteses sobre a natureza da matéria e da força que jazem nas regiões além do alcance de seus instrumentos.

O éter está agora confortavelmente estabelecido no reino científico, tornando-se quase mais do que uma hipótese.

O mesmerismo, sob seu novo nome de hipnotismo, não é mais um pária.

Os experimentos de Reichenbach ainda são vistos com desconfiança, mas não são totalmente condenados.

Os raios de Röntgen reorganizaram algumas das ideias mais antigas sobre a matéria, enquanto o rádio as revolucionou, conduzindo a ciência para além da fronteira do éter, adentrando o mundo astral.

As fronteiras entre matéria animada e inanimada foram derrubadas.

Descobriu-se que ímãs possuem poderes quase sobrenaturais, transferindo certas formas de doença de maneira ainda não satisfatoriamente explicada.

A telepatia, a clarividência, o movimento sem contato, embora ainda não admitidos à mesa científica,

FORMAS-PENSAMENTO

aproximam-se da fase da Cinderela.

O fato é que a ciência levou suas pesquisas tão longe, usou tão rara engenhosidade em seus questionamentos à natureza, mostrou tão incansável paciência em suas investigações, que está recebendo a recompensa daqueles que buscam, e forças e seres do próximo plano superior da natureza estão começando a se manifestar na borda externa do campo físico.

"A natureza não dá saltos", e à medida que o físico se aproxima dos confins de seu reino, ele se vê perplexo diante de toques e lampejos de outro reino que interpenetra o seu próprio.

Ele se vê compelido a especular sobre presenças invisíveis, ainda que apenas para encontrar uma explicação racional para fenômenos físicos indubitáveis, e insensivelmente ele cruza a fronteira e está, embora ainda não o perceba, contactando o plano astral.

Um dos mais interessantes caminhos do físico ao astral é o do estudo do pensamento.

O cientista ocidental, começando pela anatomia e fisiologia do cérebro, esforça-se por fazer delas a base para "uma psicologia sólida". Passa então para a região dos sonhos, ilusões, alucinações; e, tão logo procura elaborar uma ciência experimental que possa classificar e ordenar essas coisas, inevitavelmente mergulha no plano astral.

O Dr. Baraduc, de Paris, quase transpôs a barreira e está bem encaminhado para fotografar imagens astro-mentais, obtendo retratos daquilo que, do ponto de vista materialista, seriam os resultados das vibrações na massa cinzenta do cérebro.

Há muito se sabe, entre os que dedicaram atenção à questão, que impressões eram produzidas pela reflexão dos raios ultravioleta a partir de objetos não visíveis pelos raios do espectro ordinário.

FORMAS-PENSAMENTO

Clarividentes eram ocasionalmente justificados pelo aparecimento, em placas fotográficas sensíveis, de figuras por eles vistas e descritas como presentes junto ao paciente, embora invisíveis à visão física.

Não é possível a um julgamento imparcial rejeitar in toto a evidência de tais ocorrências, oferecida por homens íntegros com base em seus próprios experimentos, muitas vezes repetidos.

E agora temos investigadores que voltam sua atenção para a obtenção de imagens de formas sutis, inventando métodos especialmente concebidos com o objetivo de reproduzi-las.

Entre esses, o Dr. Baraduc parece ter sido o mais bem-sucedido, e publicou um volume tratando de suas investigações e contendo reproduções das fotografias que obteve.

O Dr. Baraduc declara que está investigando as forças sutis pelas quais a alma — definida como a inteligência que opera entre o corpo e o espírito — se expressa, procurando registrar seus movimentos por meio de uma agulha, e suas vibrações "luminosas", porém invisíveis, por impressões em placas sensíveis.

Ele exclui, por meio de isolantes, a eletricidade e o calor.

Podemos deixar de lado seus experimentos em Biometria (medição da vida por movimentos) e nos atermos aos de Iconografia — as impressões de ondas invisíveis, por ele consideradas como de natureza luminosa, nas quais a alma desenha sua própria imagem.

Várias dessas fotografias representam resultados etéricos e magnéticos de fenômenos físicos, e estas também podemos deixar de lado por não se relacionarem com nosso tema específico, por mais interessantes que sejam em si mesmas.

O Dr. Baraduc obteve diversas impressões pensando intensamente em um objeto, aparecendo o efeito produzido pela forma-pensamento em uma placa sensível; assim, tentou projetar o retrato de uma senhora (então falecida) que conhecera, e produziu uma impressão devida ao seu pensamento de um desenho que fizera dela em seu leito de morte.

Ele diz com toda razão que a criação de um objeto é a saída de uma imagem da mente e sua subsequente materialização, e busca o efeito químico causado nos sais de prata por essa imagem criada pelo pensamento.

Uma ilustração marcante é a de uma força irradiando para fora, a projeção de uma prece fervorosa.

Outra prece é vista produzindo formas como frondes de uma samambaia, outra como chuva caindo para cima, se a expressão for permitida.

Uma massa oblonga ondulada é projetada por três pessoas pensando em sua união afetiva. Um jovem menino, entristecido e cuidando de um pássaro morto, é envolvido por uma inundação de fios curvos entrelaçados de perturbação emocional.

Um forte vórtice é formado por um sentimento de profunda tristeza.

Observando esta série tão interessante e sugestiva, fica claro que, nessas imagens, o que se obtém não é a imagem-pensamento, mas o efeito causado na matéria etérica por suas vibrações, e é necessário ver clarividentemente o pensamento para compreender os resultados produzidos.

Na verdade, as ilustrações são instrutivas tanto pelo que não mostram diretamente quanto pelas imagens que aparecem.

Pode ser útil apresentar aos estudantes, de forma um pouco mais clara do que se fez até agora, alguns dos fatos da natureza que tornarão mais inteligíveis os resultados a que o Dr. Baraduc está chegando.

Necessariamente imperfeitos, estes devem ser, pois uma câmera fotográfica física e chapas sensíveis não são instrumentos ideais para a pesquisa astral; mas, como se verá acima, são extremamente interessantes e valiosos por formarem um elo entre as investigações científicas clarividentes e físicas.

FORMAS-PENSAMENTO

No presente momento, observadores fora da Sociedade Teosófica estão se ocupando com o fato de que mudanças emocionais mostram sua natureza por mudanças de cor no ovoide nublado, ou aura, que envolve todos os seres vivos.

Artigos sobre o assunto estão aparecendo em periódicos não ligados à Sociedade Teosófica, e um especialista médico¹ coletou um grande número de casos nos quais a cor da aura de pessoas de vários tipos e temperamentos é por ele registrada.

Seus resultados se assemelham muito aos obtidos por teosofistas clarividentes e outros, e a unanimidade geral sobre o assunto é suficiente para estabelecer o fato, se a evidência for julgada pelos cânones usuais aplicados ao testemunho humano.

O livro *O Homem Visível e Invisível* tratou do assunto geral da aura.

O presente pequeno volume, escrito pelo autor de *O Homem Visível e Invisível* e por um colega teosófico, tem a intenção de levar o assunto adiante; e acredita-se que este estudo seja útil, por impressionar vividamente na mente do estudante o poder e a natureza viva do pensamento e do desejo, e a influência que exercem sobre todos a quem alcançam.

¹ Dr. Hooker, Gloucester Place, Londres, W.

A DIFICULDADE DA REPRESENTAÇÃO

Ouvimos frequentemente dizer que pensamentos são coisas, e há muitos entre nós que estão convencidos da verdade dessa afirmação.

No entanto, pouquíssimos de nós têm uma ideia clara sobre que tipo de coisa é um pensamento, e o objetivo deste pequeno livro é ajudar-nos a concebê-lo.

Há algumas dificuldades sérias em nosso caminho, pois nossa concepção de espaço está limitada a três dimensões, e quando tentamos fazer um desenho, praticamente nos limitamos a duas.

Na realidade, a apresentação até mesmo de objetos tridimensionais comuns é seriamente defeituosa, pois dificilmente uma linha ou ângulo em nosso desenho é mostrado com precisão.

Se uma estrada cruza o quadro, a parte em primeiro plano deve ser representada como enormemente mais larga do que a do fundo, embora na realidade a largura permaneça inalterada.

Se uma casa deve ser desenhada, os ângulos retos em seus cantos devem ser mostrados como agudos ou obtusos, conforme o caso, mas dificilmente como realmente são.

De fato, desenhamos tudo não como é, mas como parece, e o esforço do artista é, por uma disposição hábil de linhas sobre uma superfície plana, transmitir ao olho uma impressão que recorde o objeto tridimensional.

Isso só é possível porque objetos semelhantes já são familiares àqueles que olham o quadro e aceitam a sugestão que ele transmite.

Uma pessoa que nunca tivesse visto uma árvore poderia formar pouca ideia dela a partir mesmo da pintura mais hábil.

Se a essa dificuldade acrescentarmos a outra, muito mais séria, de uma limitação da consciência, e supusermos que estamos mostrando o quadro a um ser que conhecesse apenas duas dimensões, veremos quão totalmente impossível seria transmitir-lhe uma impressão adequada de tal paisagem como a que vemos.

Exatamente essa dificuldade, em sua forma mais agravada, se interpõe em nosso caminho quando tentamos fazer um desenho de uma forma-pensamento, mesmo que muito simples.

A grande maioria daqueles que olham para a imagem está absolutamente limitada à consciência de três dimensões e, além disso, não tem a menor concepção daquele mundo interior ao qual pertencem as formas-pensamento, com toda a sua esplêndida luz e cor.

Tudo o que podemos fazer, na melhor das hipóteses, é representar uma seção da forma-pensamento; e aqueles cujas faculdades lhes permitem ver o original não podem deixar de se decepcionar com qualquer reprodução dele. Ainda assim, aqueles que atualmente são incapazes de ver qualquer coisa obterão ao menos uma compreensão parcial, e por mais inadequada que seja, é pelo menos melhor do que nada.

Os estudantes sabem que o que é chamado de aura do homem é a parte mais externa da substância semelhante a nuvem de seus corpos superiores, interpenetrando-se mutuamente e se estendendo para além do corpo físico. O corpo de desejos, o corpo mental, etc., são todos concernidos com as formas-pensamento. Mas, a fim de que o assunto possa ser tornado claro para todos, e não apenas para os estudantes já familiarizados com os ensinamentos teosóficos, uma recapitulação dos principais fatos não será inadequada.

O homem, o Pensador, está vestido em um corpo composto de inúmeras combinações da matéria sutil do plano mental, sendo esse corpo mais ou menos refinado em seus constituintes e organizado mais ou menos plenamente para suas funções, de acordo com o estágio de desenvolvimento intelectual ao qual o próprio homem chegou.

O corpo mental é um objeto de grande beleza; a delicadeza e o movimento rápido de suas partículas conferem-lhe um aspecto de luz iridescente e viva, e essa beleza torna-se uma radiância extraordinária e um encanto fascinante à medida que o intelecto se torna mais altamente evoluído e é empregado principalmente em temas puros e sublimes.

Cada pensamento dá origem a um conjunto de vibrações correlacionadas na matéria deste corpo, acompanhado por um maravilhoso jogo de cores, como o da pulverização de uma cascata quando a luz do sol a atinge, elevado ao enésimo grau de cor e delicadeza vívida.

O corpo, sob esse impulso, lança de si uma porção vibrante, moldada pela natureza das vibrações — assim como figuras são feitas por areia sobre um disco vibrante, ao som de uma nota musical — e esta reúne, da atmosfera circundante, matéria semelhante a si em fineza, a partir da essência elemental do mundo mental.

Temos então uma forma-pensamento pura e simples, e ela é uma entidade viva de intensa atividade, animada pela única ideia que a gerou. Se for feita dos tipos mais sutis de matéria, será de grande poder e energia, e poderá ser usada como um agente potentíssimo quando dirigida por uma vontade forte e firme.

Nos detalhes de tal uso entraremos mais adiante.

Quando a energia do homem flui para fora, em direção a objetos externos de desejo, ou está ocupada em atividades passionais e emocionais, essa energia trabalha em uma ordem de matéria menos sutil do que a mental, naquela do mundo astral.

O que é chamado de seu corpo de desejos é composto dessa matéria, e forma a parte mais proeminente da aura no homem não desenvolvido.

Onde o homem é de tipo grosseiro, o corpo de desejos é da matéria mais densa do plano astral, e é opaco em tonalidade, com marrons e verdes sujos e vermelhos desempenhando grande papel nele. Através dele relampejarão várias cores características, à medida que suas paixões são excitadas.

Um homem de tipo mais elevado tem seu corpo de desejos composto das qualidades mais finas da matéria astral, com as cores, ondulando sobre ele e relampejando através dele, finas e claras em tonalidade.

Embora menos delicado e menos radiante que o corpo mental, ele forma um belo objeto, e à medida que o egoísmo é eliminado, todos os tons mais opacos e pesados desaparecem. Esse corpo de desejos (ou astral) dá origem a uma segunda classe de entidades, similares em sua constituição geral às formas-pensamento já descritas, mas limitadas ao plano astral, e geradas pela mente sob o domínio da natureza animal.

sob o domínio de

Estas são causadas pela atividade da mente inferior, lançando-se através do corpo astral — a atividade de Kama-Manas em terminologia teosófica, ou a mente dominada pelo desejo.

Vibrações no corpo astral são, neste caso, estabelecidas, e sob estas o corpo lança fora uma porção vibrante de si mesmo, moldada, pela natureza das vibrações, conforme a forma anteriormente criada, e animada por algum elemental apropriado do mundo astral. Tal forma-pensamento tem para o desejo que a gerou uma alma vivificante, de acordo com a quantidade de energia mental combinada com esse desejo ou paixão; essa será a força da forma-pensamento.

Estas, como aquelas pertencentes ao plano mental, são chamadas elementais artificiais, e são de longe as mais comuns, pois poucos pensamentos de homens e mulheres comuns são isentos de desejo, paixão ou emoção.

OS DOIS EFEITOS DO PENSAMENTO

Cada pensamento definido produz um efeito duplo — uma vibração radiante e uma forma flutuante.

O pensamento em si aparece primeiro à visão clarividente como uma vibração no corpo mental, e esta pode ser simples ou complexa.

Se o pensamento em si é absolutamente simples, há apenas uma taxa de vibração, e apenas um tipo de matéria mental será fortemente afetado.

O corpo mental é composto de matéria de vários graus de densidade, que comumente organizamos em classes de acordo com os subplanos.

De cada um destes temos muitas subdivisões, e se tipificarmos estas desenhando linhas horizontais para indicar os diferentes graus de densidade, há outra disposição que poderíamos simbolizar desenhando linhas perpendiculares em ângulos retos com as outras, para denotar tipos que diferem em qualidade bem como em densidade.

Há assim muitas variedades dessa matéria mental, e verifica-se que cada uma delas tem sua própria e apropriada taxa de vibração, à qual parece mais acostumada, de modo que responde prontamente a ela e tende a retornar a ela tão logo quanto possível quando dela foi forçada por algum forte fluxo de pensamento ou sentimento.

Quando uma onda súbita de alguma emoção varre um homem, por exemplo, seu corpo astral é lançado em violenta agitação, e suas cores originais são por algum tempo quase obscurecidas pelo rubor de carmim, de azul ou de escarlate que corresponde à taxa de vibração daquela emoção particular.

Esta mudança é apenas temporária; passa em poucos segundos, e o corpo astral rapidamente retoma sua condição habitual.

Contudo, toda essa onda de sentimento produz um efeito permanente: sempre acrescenta um pouco de sua tonalidade à coloração normal do corpo astral, de modo que, cada vez que o homem se entrega a uma certa emoção, torna-se mais fácil para ele entregar-se a ela novamente, porque seu corpo astral está adquirindo o hábito de vibrar nessa taxa especial.

A maioria dos pensamentos humanos, no entanto, não é de modo algum simples.

A afeição absolutamente pura, é claro, existe; mas com frequência a encontramos tingida de orgulho ou egoísmo, de ciúme ou de paixão animal.

Isso significa que pelo menos duas vibrações separadas aparecem tanto no corpo mental quanto no astral — frequentemente mais do que duas. A vibração irradiante, portanto, será complexa, e a forma-pensamento resultante mostrará várias cores em vez de apenas uma.

COMO A VIBRAÇÃO ATUA

Essas vibrações irradiantes, como todas as outras na natureza, tornam-se menos poderosas na proporção da distância de sua fonte, embora seja provável que a variação seja na proporção do cubo da distância, em vez do quadrado, devido à dimensão adicional envolvida.

Novamente, como todas as outras vibrações, estas tendem a se reproduzir sempre que se lhes oferece oportunidade; e assim, sempre que atingem outro corpo mental, tendem a provocar nele seu próprio ritmo de movimento.

Isto é — do ponto de vista do homem cujo corpo mental é tocado por essas ondas — elas tendem a produzir em sua mente pensamentos do mesmo tipo daqueles que anteriormente surgiram na mente do pensador que emanou as ondas.

A distância até a qual tais ondas de pensamento penetram, e a força e persistência com que incidem sobre os corpos mentais de outros, dependem da força e clareza do pensamento original.

Dessa forma, o pensador está na mesma posição que o orador.

A voz deste último põe em movimento ondas sonoras no ar que irradiam dele em todas as direções e transmitem sua mensagem a todos os que estão ao alcance da audição, e a distância até a qual sua voz pode penetrar depende de seu poder e da clareza de sua enunciação.

Da mesma maneira, o pensamento enérgico irá muito mais longe do que o pensamento fraco e indeciso; mas a clareza e a definição são de importância ainda maior do que a força.

Novamente, assim como a voz do orador pode cair em ouvidos desatentos onde os homens já estão ocupados com negócios ou prazeres, assim também uma poderosa onda de pensamento pode passar despercebida sem afetar a mente do homem, se ele já estiver profundamente absorto em alguma outra linha de pensamento.

Deve-se compreender que essa vibração radiante transmite o caráter do pensamento, mas não o seu assunto.

Se um hindu se senta absorto em devoção a Krishna, as ondas de sentimento que dele se derramam estimulam o sentimento devocional em todos aqueles que caem sob sua influência, embora no caso do maometano essa devoção seja a Alá, enquanto para o zoroastriano é a Ahuramazda, ou para o cristão a Jesus.

Um homem pensando intensamente sobre algum assunto elevado derrama de si vibrações que tendem a agitar o pensamento em um nível semelhante em outros, mas de modo algum sugerem a esses outros o assunto especial de seu pensamento.

Elas agem naturalmente com vigor especial sobre aquelas mentes já habituadas a vibrações de caráter semelhante; contudo, têm algum efeito sobre todo corpo mental que atingem, de modo que sua tendência é despertar o poder do pensamento superior naqueles para quem isso ainda não se tornou um hábito.

É, portanto, evidente que todo homem que pensa em linhas elevadas está fazendo trabalho missionário, mesmo que esteja inteiramente inconsciente disso.

A FORMA E SEU EFEITO

Voltemos agora ao segundo efeito do pensamento: a criação de uma forma definida.

Todos os estudantes do oculto estão familiarizados com a ideia da essência elemental, aquela estranha vida semi-inteligente que nos rodeia em todas as direções, vivificando a matéria dos planos mental e astral.

Essa matéria assim animada responde muito prontamente à influência do pensamento humano, e todo impulso emitido, seja do corpo mental ou do corpo astral do homem, imediatamente se reveste de um veículo temporário dessa matéria vitalizada.

Tal pensamento ou impulso torna-se por um tempo uma espécie de criatura viva, sendo a força-pensamento a alma, e a matéria vivificada o corpo.

Em vez de usar a paráfrase um tanto desajeitada, "matéria astral ou mental animada pela essência mônada no estágio de um dos reinos elementais", os escritores teosóficos frequentemente, por brevidade, chamam essa matéria vivificada simplesmente de essência elemental; e às vezes falam da forma-pensamento como "um elemental". Pode haver variedade infinita na cor e na forma de tais elementais ou formas-pensamento, pois cada pensamento atrai ao seu redor a matéria apropriada para sua expressão, e coloca essa matéria em vibração em harmonia com a sua própria; de modo que o caráter do pensamento decide sua cor, e o estudo de suas variações e combinações é extremamente interessante.

Essa forma-pensamento pode ser comparada, não inadequadamente, a uma garrafa de Leyden, sendo o revestimento de essência viva simbolizado pela garrafa, e a energia do pensamento pela carga de eletricidade.

Se o pensamento ou sentimento do homem está diretamente conectado com outra pessoa, a forma-pensamento resultante move-se em direção a essa pessoa e descarrega-se sobre seus corpos astral e mental.

Se o pensamento do homem é sobre si mesmo, ou baseia-se em um sentimento pessoal, como a vasta maioria dos pensamentos, ele paira ao redor de seu criador e está sempre pronto a reagir sobre ele sempre que este esteja, por um momento, em condição passiva.

Por exemplo, um homem que se entrega a pensamentos de impureza pode esquecê-los completamente enquanto está ocupado na rotina diária de seus negócios, mesmo que as formas resultantes estejam pairando ao seu redor em uma nuvem pesada, porque sua atenção está direcionada para outra coisa e seu corpo astral, portanto, não é impressionável por qualquer outra taxa de vibração senão a sua própria.

Quando, no entanto, a vibração marcada diminui e o homem descansa após seus labores e deixa sua mente em branco quanto ao pensamento definido, é muito provável que ele sinta a vibração da impureza furtivamente se insinuando sobre ele.

Se a consciência do homem estiver despertada em qualquer grau, ele pode perceber isso e clamar que está sendo tentado pelo diabo; contudo, a verdade é que a tentação é apenas aparentemente externa, pois nada mais é do que a reação natural de suas próprias formas-pensamento sobre ele.

Cada homem viaja pelo espaço encerrado dentro de uma gaiola de sua própria construção, cercado por uma massa das formas criadas por seus pensamentos habituais.

Através desse meio ele olha para o mundo, e naturalmente vê

tudo tingido por suas cores predominantes, e todas as taxas de vibração que chegam até ele de fora são mais ou menos modificadas pela sua própria taxa.

Assim, até que o homem aprenda o controle completo do pensamento e do sentimento, ele não vê nada como realmente é, uma vez que todas as suas observações devem ser feitas através desse meio, que distorce e colore tudo como um vidro mal feito.

Se a forma-pensamento não for nem definitivamente pessoal nem especialmente dirigida a outra pessoa, ela simplesmente flutua solta na atmosfera, irradiando o tempo todo vibrações semelhantes àquelas originalmente emitidas por seu criador.

Se ela não entrar em contato com nenhum outro corpo mental, essa radiação gradualmente esgota seu estoque de energia e, nesse caso, a forma se desfaz; mas se ela conseguir despertar vibração simpática em algum corpo mental próximo, estabelece-se uma atração, e a forma-pensamento é geralmente absorvida por esse corpo mental.

Assim vemos que a influência da forma-pensamento não é de modo algum tão abrangente quanto a da vibração original; mas, na medida em que age, age com muito maior precisão.

O que ela produz no corpo mental que influencia não é meramente um pensamento de ordem semelhante àquele que lhe deu origem; é, na verdade, o mesmo pensamento.

A radiação pode afetar milhares e suscitar neles pensamentos no mesmo nível do original, e ainda assim pode acontecer que nenhum deles seja idêntico a esse original; a forma-pensamento só pode afetar muito poucos, mas nesses poucos casos reproduzirá exatamente a ideia iniciadora.

O fato da criação, por vibrações, de uma forma distinta, geométrica ou outra, já é familiar a todo estudante de acústica, e as figuras de "Chladni" são encontradas em todos os laboratórios de física.

FORMAS-PENSAMENTO

Para o leitor leigo, a seguinte descrição breve pode ser útil.

Uma placa sonora de Chladni (fig. 1) é feita de latão ou vidro de placa.

Grãos de areia fina ou esporos são espalhados sobre a superfície, e a borda da placa é friccionada com um arco.

A areia é lançada ao ar pela vibração da placa e, ao cair novamente sobre a placa, é disposta em linhas regulares (fig. 2). Tocando a borda da placa em diferentes pontos quando ela é friccionada, obtêm-se diferentes notas e, portanto, formas variadas (fig. 3). Se as figuras aqui apresentadas forem comparadas com aquelas obtidas da voz humana, muitas semelhanças serão observadas.

Para estes últimos, as “formas de voz” tão admiravelmente estudadas e retratadas pela Sra. Watts Hughes,¹ que testemunham o mesmo fato, devem ser consultadas, e seu trabalho sobre o assunto deveria estar nas mãos de todo estudante.

Mas poucos talvez tenham percebido que as formas retratadas se devem à interação das vibrações que as criam, e que existe uma máquina por meio da qual dois ou mais movimentos simultâneos podem ser transmitidos a um pêndulo, e que, ao anexar uma caneta de desenho fina a uma alavanca conectada ao pêndulo, sua ação pode ser exatamente traçada.

Substitua o balanço do pêndulo pelas vibrações estabelecidas no corpo mental ou astral, e temos claramente diante de nós o *modus operandi* da construção de formas por vibrações.

A descrição a seguir é extraída de um ensaio muito interessante intitulado *Vibration Figures*, de F. Bligh Bond, F.R. I.B.A., que desenhou uma série de figuras notáveis com o uso de pêndulos.

O pêndulo está suspenso em gumes de aço temperado, e é livre para balançar apenas em ângulos retos em relação à suspensão de gume.

Quatro desses pêndulos podem ser acoplados em pares, balançando em ângulos retos entre si.

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¹ *The Eidophone Voice Figures*. Margaret Watts Hughes, *THE FORM AND ITS EFFECT*.

por fios que ligam as hastes de cada par de pêndulos às extremidades de uma trave leve, no centro da qual correm outros fios; e o movimento combinado de cada par de pêndulos é transmitido a um leve quadrado de madeira, suspenso por uma mola, e que sustenta uma caneta.

A caneta é assim controlada pelo movimento combinado dos quatro pêndulos, e esse movimento é registrado em uma prancheta de desenho pela caneta, podendo ser produzidas figuras maravilhosas por meio do pêndulo elíptico, que fornece as vibrações induzidas.

FORMAS-PENSAMENTO   Não há limite, teoricamente, para o número de pêndulos que podem ser combinados dessa maneira.

Os movimentos são retilíneos, mas duas vibrações retilíneas de igual amplitude atuando em ângulos retos entre si geram um círculo se alternarem precisamente, e uma elipse se as alternâncias forem menos regulares ou as amplitudes desiguais.

Uma vibração cíclica também pode ser obtida de um pêndulo livre para oscilar em trajetória rotativa.

Dessas maneiras, uma série das mais maravilhosas de desenhos foi obtida, e a semelhança destes com algumas das formas-pensamento é notável; eles bastam para demonstrar como as vibrações podem ser facilmente transformadas em figuras.

Assim, compare a fig. com a fig. 12, a oração da mãe; ou a fig. com a fig. ; com a fig. 25, as formas serpentinas que se lançam; ou a fig.

A fig. é acrescentada como ilustração da complexidade alcançável.

Parece-nos uma coisa das mais maravilhosas que alguns dos desenhos, feitos aparentemente ao acaso pelo uso dessa máquina, correspondam exatamente a tipos superiores de formas-pensamento criadas em meditação.

Estamos certos de que uma riqueza de significado jaz por trás desse fato, embora seja necessária muito mais investigação antes que possamos dizer com certeza tudo o que ele significa.

Mas isso certamente deve implicar, no mínimo, que, se duas forças no plano físico, mantendo uma certa proporção entre si, podem desenhar uma forma que corresponde exatamente àquela produzida no plano mental por um pensamento complexo, podemos inferir que esse pensamento coloca em movimento, em seu próprio plano, duas forças que estão na mesma proporção entre si.

O que são essas forças e como elas funcionam ainda está para ser visto; mas se algum dia formos capazes de resolver esse problema, é provável que isso nos abra um campo de conhecimento novo e extremamente valioso.

Princípios Gerais.

Três princípios gerais fundamentam a produção de todas as formas-pensamento:—
1. A qualidade do pensamento determina a cor.
2. A natureza do pensamento determina a forma.
3. A definição do pensamento determina a clareza do contorno.

O significado das cores

O mesmo significado atribuído a elas no livro já mencionado é exatamente o mesmo; o corpo de pensamento a partir do qual é evoluído. Para aqueles que não têm à mão o livro completo acima mencionado, será bom explicar: vermelho-tijolo a escarlate brilhante indica ódio e malícia; de um vermelho lúgubre a escarlate, mostram-se como relâmpagos enquanto a raiva de um vermelho escuro e sombrio; nuvens marrons escuras indicam avareza; escarlate, por meios desagradáveis, provoca um calafrio; um vermelho particularmente escuro, quase exatamente a cor chamada sangue, mostra paixão animal e desejo sensual de vários tipos. Marrom claro (quase...)

Um marrom-acinzentado opaco e baço indica avareza; uma cor que é de fato dolorosamente associada ao egoísmo — um cinza significa depressão, enquanto um cinza-esverdeado está associado ao medo; um cinza-esverdeado (usualmente com lampejos de escarlate) denota ciúmes. O verde parece sempre denotar adaptabilidade; no caso mais inferior, quando mesclado com egoísmo, essa adaptabilidade torna-se engano; num estágio posterior, quando a cor se torna mais pura, significa antes o desejo de ser tudo para todos, mesmo que seja principalmente para se tornar popular e ter boa reputação entre eles; no seu aspecto ainda mais elevado, mais delicado e mais luminoso, mostra o poder divino da simpatia.

A afeição expressa-se em todos os matizes de carmesim e rosa; um carmim pleno e claro significa uma afeição forte e saudável de tipo normal; se manchado fortemente de marrom-acinzentado, indica um sentimento egoísta e ganancioso, enquanto o rosa puro e pálido marca um amor absolutamente altruísta, possível apenas a naturezas elevadas; ele passa do carmesim opaco do amor animal para os mais requintados matizes de rosa delicado, como os primeiros rubores da alvorada, à medida que o amor se purifica de todos os elementos egoístas e flui em círculos cada vez mais amplos de ternura impessoal e generosa.

Um laranja profundo com um toque do azul-real pode expressar um forte sentimento de fraternidade humana.

Se a mente é dirigida para objetos espirituais, ou para a realização de ambições elevadas e as várias formas de devoção, as cores serão azuis, em todos os seus matizes, desde o azul-escuro do sentimento religioso egoísta, ou o azul-acinzentado pálido do medo tingido de adoração, até o azul profundo e claro da adoração sincera, e o belo azul-celeste pálido daquela forma mais elevada que implica renúncia de si mesma e união com o divino; o pensamento devocional de um coração altruísta é muito belo em cor, como o azul profundo de um céu de verão.

Através de tais nuvens de azul frequentemente brilharão estrelas douradas de grande brilho, lançando-se para cima como uma chuva de faíscas.

Uma mistura de afeição e devoção manifesta-se por um tom de violeta, e os matizes mais delicados deste invariavelmente mostram a capacidade de absorver e responder a um ideal elevado e belo.

O brilho e a profundidade das cores são geralmente uma medida da força e da atividade do sentimento.

Outra consideração que não deve ser esquecida é o tipo de matéria no qual essas formas são geradas.

Se um pensamento for puramente intelectual e impessoal — por exemplo, se o pensador está tentando resolver um problema de álgebra ou geometria — a forma-pensamento e a onda de vibração serão confinadas inteiramente ao plano mental.

Se, contudo, o pensamento for de natureza espiritual, se for tingido de amor e aspiração ou de profundo sentimento altruísta, ele se elevará do plano mental e tomará emprestado muito do esplendor e da glória do nível búdico.

Em tal caso, sua influência é extremamente poderosa, e todo pensamento desse tipo é uma força poderosa para o bem, que não pode deixar de produzir um efeito decidido sobre todos os corpos mentais ao alcance, se estes contiverem qualquer qualidade de resposta.

Se, por outro lado, o pensamento contém algo de si mesmo ou de desejo pessoal, imediatamente sua vibração altera o significado das cores e atrai ao redor de si um corpo material.

Tal pensamento, sendo de natureza mental, pode agir sobre as mentes dos outros.

Ele é capaz de agir sobre elas, de modo que não apenas pode suscitar pensamentos dentro delas, mas também pode despertar seus sentimentos.

TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO

Do ponto de vista das formas que produzem, podemos agrupar o pensamento em três classes: —

1. Aquela que assume a imagem do pensador.

Quando um homem pensa em si mesmo como estando em algum lugar distante, ou deseja ardentemente estar nesse lugar, ele cria uma forma-pensamento à sua própria imagem que ali aparece.

Tal forma não raramente tem sido vista por outros, e às vezes foi tomada pelo corpo astral ou aparição do próprio homem.

Nesse caso, ou o vidente deve possuir clarividência suficiente para, no momento, poder observar essa forma astral, ou a forma-pensamento deve ter força suficiente para materializar-se — isto é, para atrair ao redor de si temporariamente uma certa quantidade de matéria física.

O pensamento que gera tal forma deve necessariamente ser forte e, portanto, emprega uma proporção maior da matéria do corpo mental, de modo que, embora a forma seja pequena e comprimida quando deixa o pensador, ela atrai ao redor de si uma quantidade considerável de matéria astral e geralmente se expande até o tamanho natural antes de aparecer em seu destino, o objeto.

Quando um homem forma a imagem material de seu amigo, ele cria em seu corpo mental uma minúscula imagem desse amigo, que muitas vezes passa para fora e geralmente flutua suspensa no ar diante dele.

Da mesma forma, se ele pensa em um quarto, uma casa, uma paisagem, minúsculas imagens dessas coisas são formadas dentro do corpo mental e depois externalizadas.

Isso é igualmente verdadeiro quando ele exerce sua imaginação; o pintor que concebe seu futuro quadro o constrói a partir da matéria de seu corpo mental, e então o projeta no espaço à sua frente, mantém-no diante do olho de sua mente e o copia. O romancista, da mesma maneira, constrói imagens de seus personagens em matéria mental e, pelo exercício de sua vontade, move esses fantoches de uma posição ou agrupamento para outro, de modo que o enredo de sua história é literalmente encenado diante dele.

Com nossas concepções curiosamente invertidas de realidade, é difícil para nós entender que essas imagens mentais realmente existem, e são tão inteiramente objetivas que podem ser prontamente vistas pelo clarividente, e podem até ser reorganizadas por alguém que não seja seu criador.

Alguns romancistas têm tido uma vaga consciência de tal processo e testemunharam que seus personagens, uma vez criados, desenvolviam uma vontade própria e insistiam em conduzir o enredo da história por linhas bastante diferentes daquelas originalmente pretendidas pelo autor.

Isso realmente aconteceu, às vezes porque as formas-pensamento foram animadas por espíritos da natureza brincalhões, ou mais frequentemente porque algum romancista "morto", observando no plano astral o desenvolvimento do plano de seu colega autor, pensou que poderia melhorá-lo e escolheu esse método para apresentar suas sugestões.

3. Aquilo que assume uma forma inteiramente própria, expressando suas qualidades na matéria que atrai ao redor de si — as formas-pensamento desta terceira classe podem ser utilmente ilustradas, pois representar as da primeira ou segunda classe seria meramente desenhar retratos ou paisagens.

Nesses tipos, temos a matéria mental ou astral plástica moldada à imitação de formas pertencentes ao plano físico; neste terceiro grupo temos um vislumbre das formas naturais aos planos astral ou mental. Contudo, esse próprio fato, que as torna tão interessantes, coloca uma barreira intransponível no caminho de sua reprodução exata.

As formas-pensamento desta terceira classe manifestam-se quase invariavelmente no plano astral, pois a grande maioria delas é expressão de sentimento tanto quanto de pensamento.

Aquelas das quais aqui damos exemplos são quase inteiramente dessa classe, exceto que tomamos alguns exemplos das belas formas-pensamento criadas em meditação definida por aqueles que, através de longa prática, aprenderam a pensar.

Formas-pensamento dirigidas a indivíduos produzem efeitos definitivamente marcados, sendo esses efeitos ou parcialmente reproduzidos na aura do receptor e assim aumentando o resultado total, ou repelidos dela. Um pensamento

algo e7 ove7obje                    forma tGd                                  tes t’a direC                               Pr°teC                       ct, t0crea                   Str°ny t0wards                                                 que vai para a pessoa pensada, e permanece                                   s em sua aura como um escudo;         agente protetor; ele buscará                                                todas as oportunidades para   servir, e todas as oportunidades para dnrl não* uby a consIGS         t  e correr™ PP                          defender’                cioso       ato deliberado, mas por                                       um Vento seguindo um impulso impresso sobre ele                                , e ele fortalecerá  forças que incidem sobre a                               aura e enfraquecerá outras. Assim podemos cr                                 iar e manter veri anjos da guarda                                          tabela                                              a oração de uma mãe por um                               filho distorcido assim circunda                                                              ao redor     TRÊS         CLASSES         DE   FORMAS-PENSAMENTO     dele, embora ela não conheça o método pelo qual sua     “oração é respondida.”        Nos casos em que pensamentos bons ou maus são projetados     em indivíduos, esses pensamentos, se devem cumprir diretamente    sua missão, devem encontrar, na aura do objeto ao qual    são enviados, materiais capazes de responder simpa-                ticamente às suas vibrações.

Qualquer combinação de matéria    só pode vibrar dentro de certos limites definidos, e se a    forma-pensamento estiver fora de todos os limites dentro dos quais   a aura é capaz de vibrar, ela não pode afetar essa aura de    forma alguma.

Consequentemente, ela ricocheteia dela, e isso com uma   força proporcional à energia com a qual incidiu   sobre ela. É por isso que se diz que um coração e uma mente   puros são os melhores protetores contra quaisquer ataques inimigos,   pois tal coração e mente puros construirão um corpo astral   e um corpo mental de materiais finos e sutis, e esses   corpos não podem responder a vibrações que exigem matéria grosseira e densa.

Se um pensamento maligno, projetado com intenção maléfica, atinge tal corpo, ele só pode ricochetear dele, e é lançado de volta com toda a sua própria energia; então voa para trás ao longo da linha magnética de menor resistência, aquela que acabou de percorrer, e atinge seu projetor; ele, tendo matéria em seus corpos astral e mental semelhante à da forma-pensamento que gerou, é lançado em vibrações correspondentes e sofre os efeitos destrutivos que pretendia causar a outro.

Assim, maldições [e bênçãos] voltam ao ponto de partida”. Disso surgem também os efeitos muito sérios de odiar ou suspeitar de um homem bom e altamente evoluído; as formas-pensamento enviadas contra ele não podem feri-lo, e elas ricocheteiam contra seus projetores, destruindo-os mental, moral ou fisicamente.

Vários desses exemplos  
40 FORMAS-PENSAMENTO  
são bem conhecidos dos membros da Sociedade Teosófica, tendo caído sob sua observação direta.

Enquanto qualquer um dos tipos mais grosseiros de matéria ligados a pensamentos malignos e egoístas permanecer no corpo de uma pessoa, ela está aberta a ataques daqueles que lhe desejam o mal, mas quando ela elimina perfeitamente esses por meio da autopurificação, seus inimigos não podem feri-la, e ela segue calma e pacificamente em meio a todos os dardos de sua malícia.

Mas é ruim para aqueles que lançam tais dardos.

Outro ponto que deve ser mencionado antes de passarmos à consideração de nossas ilustrações é que cada uma das formas-pensamento aqui apresentadas é tirada da vida.

Não são formas imaginárias, preparadas como algum sonhador pensa que deveriam aparecer; são representações de formas realmente observadas, emitidas por homens e mulheres comuns, e ou reproduzidas com todo o cuidado e fidelidade possíveis por aqueles que as viram, ou com a ajuda de artistas a quem os videntes as descreveram.

Para conveniência de comparação, formas-pensamento de tipo semelhante são agrupadas.

FORMAS-PENSAMENTO ILUSTRATIVAS

AFEIÇÃO

Afeição Vaga e Pura. — A Fig. 8 é uma nuvem giratória de afeição pura e, exceto por sua vagueza, representa muito bem o sentimento. A pessoa de quem ela emana está pensando em algum amigo cuja própria presença lhe traz uma sensação de suave bem-estar, e de um deleite altruísta na proximidade daqueles que são amados. Não há nada de acentuado ou forte no sentimento. O sentimento que dá origem a tal nuvem é puro em sua espécie, mas não há nele força capaz de produzir resultados definidos.

Uma aparição de modo algum diferente desta frequentemente envolve um gato ronronando suavemente, e irradia-se lentamente para fora do animal em uma série de conchas concêntricas de nuvem rosada, gradualmente ampliadas, desvanecendo-se até a invisibilidade a alguns pés de distância de seu criador sonolentamente satisfeito.

Afeição Vaga e Egoísta. — A Fig. 9 também nos mostra uma nuvem de afeição, mas desta vez profundamente tingida por um sentimento bem menos desejável. O castanho-acinzentado, duro e opaco, do egoísmo mostra-se decididamente entre o carmim do amor; e assim vemos que a afeição indicada está intimamente ligada à satisfação por favores já recebidos e a uma viva antecipação de outros que virão num futuro próximo. Por mais indefinido que fosse o sentimento que produziu a nuvem da Fig. 8, era ao menos livre dessa mácula de egoísmo e, portanto, mostrava certa nobreza de natureza em seu autor.

representa o que ocupa o lugar dessa condição mental em um nível mais baixo de evolução.

Dificilmente seria possível que essas duas nuvens emanassem da mesma pessoa na mesma encarnação.

Contudo, há bem no homem que gera essa segunda nuvem, embora ainda não tenha evoluído.

Grande parte do homem comum é apenas parcialmente afetada por esse tipo de obra, e é somente por graus lentos que ela se desenvolve em direção à outra e mais elevada manifestação.

Afeto Definido.— Mesmo o primeiro olhar para a Fig.

mostra-nos que temos de lidar com algo de natureza inteiramente diferente — algo que alcançará um resultado efetivo e capaz. A cor é ainda igual à da Fig.

em clareza, profundidade e transparência, mas o que ali era mero sentimento, neste caso é traduzido em intenção enfática, acompanhada de ação sem hesitação.

Aqueles que viram o livro *Man Visible and Invisible* recordarão que na Prancha XI desse volume é retratado o efeito de uma súbita onda de afeto puro e desinteressado, tal como se manifestou no corpo astral de uma mãe, quando ela ergueu seu filhinho e o cobriu de beijos.

Várias mudanças resultaram dessa súbita explosão de emoção; uma delas foi a formação, dentro do corpo astral, de grandes espirais carmesins ou vórtices revestidos de luz viva.

Cada um desses é uma forma-pensamento de intenso afeto, gerada como descrevemos, e quase instantaneamente ejetada em direção ao objeto do sentimento.

A Fig. 10 retrata exatamente tal forma-pensamento, depois de ter deixado o corpo astral de seu autor, e estando a caminho de seu objetivo.

Observar-se-á que a forma quase circular se transformou em uma que se assemelha um tanto a um projétil ou à cabeça de um cometa; e facilmente se compreenderá que essa alteração é causada pelo seu rápido movimento para frente.

A clareza da cor nos assegura da pureza da emoção que deu origem a esta forma-pensamento, enquanto a precisão do seu contorno é evidência inconfundível de poder e de propósito vigoroso.

Já se deve ter compreendido que uma forma-pensamento como esta pode ser a de alguém com certo grau de desenvolvimento, e nos dá nosso primeiro exemplo de um esforço para derramar-se em amor a todos os seres.

Deve-se lembrar que todas essas formas estão em constante expansão, embora, por exemplo, uma fonte aparentemente inesgotável jorre através do centro a partir de uma dimensão que não podemos representar.

Um sentimento como este é tão amplo em sua aplicação, que é muito difícil para qualquer pessoa não completamente treinada mantê-lo claro e preciso.

A forma-pensamento aqui mostrada é, portanto, muito digna de crédito, pois se notará que todos os numerosos raios da estrela são louvável e livremente desprovidos de vagueza.

Paz e Proteção.

— Poucas formas-pensamento são mais belas e expressivas do que esta que vemos na Fig. 12. Este é um pensamento de amor e paz, proteção e bênção, enviado por alguém que tem o poder e conquistou o direito de abençoar.

Não é de todo provável que na mente de seu criador existisse qualquer pensamento sobre sua bela forma semelhante a asas, embora seja possível que algum reflexo inconsciente de lições distantes da infância sobre anjos da guarda que sempre pairavam sobre seus protegidos possa ter tido influência na determinação disso.

Seja como for, o desejo sincero sem dúvida se revestiu nesse contorno gracioso e expressivo, enquanto a afeição que o motivou deu-lhe sua adorável cor de rosa, e o intelecto que o guiou brilhou como a luz do sol como seu coração e suporte central.

Assim, em verdade solene, podemos criar verdadeiros anjos da guarda para pairar e proteger aqueles que amamos, e muitos um desejo sincero e desinteressado pelo bem produz tal forma como esta, ainda que totalmente desconhecida de seu criador.

Afeição Animal Possessiva.

— Fig.

nos dá um exemplo de afeição animal possessiva — se é que tal sentimento é digno do augusto nome de afeição.

Várias cores contribuem para a produção de seu matiz opaco e desagradável, tingido como está com o brilho lúgubre da sensualidade, bem como amortecido com               44                FORMAS-PENSAMENTO

o tom pesado que indica egoísmo.

Especialmente característica é sua forma, pois aqueles ganchos curvos nunca são vistos exceto quando existe um forte anseio por posse pessoal.

É lamentavelmente evidente que o fabricante desta forma-pensamento não tinha concepção do amor abnegado que se derrama em serviço jubiloso, nunca pensando em resultado ou retribuição; seu pensamento não foi "Quanto posso dar?" mas "Quanto posso ganhar?" e assim se expressou em curvas reentrantes.

Nem sequer ousou lançar-se audaciosamente para fora, como fazem outros pensamentos, mas projeta-se hesitante do corpo astral, que deve ser suposto à esquerda da figura.

Uma triste paródia da qualidade divina do amor; contudo, até isto é uma etapa na evolução, e distintamente uma melhoria em relação a etapas anteriores, como se verá em seguida.

devoção

Sentimento Religioso Vago. — Fig.

,4 nos mostra outra nuvem informe e ondulante, mas desta vez é azul em vez de carmesim.

Isso denota aquele sentimento religioso vagamente prazeroso — uma sensação de devoção antes que de devotamento — que é tão comum entre aqueles em quem a piedade é mais desenvolvida do que o intelecto.

Em muitas igrejas, vê-se uma nuvem de azul profundo pairando sobre a congregação — indefinida em contorno, espessa e indistinta, por vezes manchada de marrom, deplorável faculdade de absorver com a luz da devoção a estrutura do egoísmo ou do medo; mas não.

Estas adumbrar uma poderosa potencialidade do futuro, manifestando aos nossos olhos o primeiro leve bater de uma, pelo menos, das asas gêmeas da devoção e da sabedoria, pelas quais a alma voa para cima, em direção a Deus, de quem veio.

Estranho é notar sob quão variadas circunstâncias esta vaga nuvem azul pode ser vista; e muitas vezes sua ausência fala mais alto do que sua presença.

Pois em muitos lugares da moda de adoração, buscamo-la em vão, e encontramos em seu lugar uma vasta congregação de formas-pensamento daquele segundo tipo que assumem a forma de objetos materiais.

Em vez de sinais de devoção, vemos flutuando acima dos "adoradores" as imagens astrais de chapéus e toucas, de joias e vestidos suntuosos, de cavalos e carruagens, de garrafas de uísque e de jantares de domingo, e às vezes de fileiras inteiras de cálculos intrincados, mostrando que homens e mulheres, durante suas supostas horas de oração e louvor, não tiveram pensamentos senão de negócios ou de prazer, dos desejos ou das ansiedades da forma inferior da existência mundana.

* Contudo, às vezes em um templo mais humilde, em uma igreja pertencente ao catolicismo ou ritualismo fora de moda, ou mesmo em uma casa de reuniões simples onde há pouco de erudição ou de cultura, pode-se observar as nuvens azuis profundas rolando incessantemente para o leste, em direção ao altar, ou para cima, testemunhando ao menos a sinceridade e a reverência daqueles que as geram.

Raramente — muito raramente — entre as nuvens de azul, reluzirá como uma lança lançada pela mão de um gigante tal forma-pensamento como a mostrada na Fig. ; ou tal flor de renúncia de si mesmo como vemos na Fig. pode flutuar diante de nossos olhos arrebatados; mas na maioria dos casos devemos buscar em outro lugar esses sinais de um desenvolvimento superior.

FORMAS-PENSAMENTO — Impulso Ascendente de Devoção — A forma na Fig. mantém aproximadamente a mesma relação com a da Fig. , como o projétil claramente delineado da Fig. 10 se relaciona com a nuvem indeterminada da Fig.

8. Dificilmente poderíamos ter um contraste mais acentuado do que aquele entre a flacidez incipiente da forma-pensamento embrionária e o esplêndido poder do estado de devoção que salta para a existência. Isto não é um sentimento incerto e meio formado; é a irrupção em manifestação de uma emoção enraizada profundamente no conhecimento do fato, em um homem que sente tal devoção por aquele em quem acreditou — o Mestre. Tal forma-pensamento é a de alguém que se ensinou a ter coragem, convicção e altruísmo, e a nitidez de sua forma é testemunho de sua devoção. A Resposta à Devoção. — Na Fig. 7 vemos o resultado de seu pensamento — a resposta do Logos a um apelo a Ele, a verdade que fundamenta toda a Sua criação. Na explicação, Ele derrama Sua luz, Seu poder, Sua força, nos planos superiores, de onde, naturalmente, a força pode ser dada mais plenamente, descendo de cada plano para o próximo abaixo, até que a glória divina se torne incompreensível exceto para aqueles que conhecem as possibilidades humanas. Os planos superiores são incomparavelmente maiores; a vida se manifesta com incomparável esplendor no plano mental do que no astral; e ainda assim sua glória no nível mental é inefavelmente transcendida pela do plano búdico.

Normalmente, cada uma dessas poderosas ondas de influência se espalha em seu plano apropriado — horizontalmente, por assim dizer — mas não passa para a obscuridade de um plano inferior àquele para o qual foi originalmente destinada.

Contudo, há condições sob as quais a graça e a força peculiares a um plano superior podem, em certa medida, ser trazidas para um inferior e ali se espalhar com efeito maravilhoso. Isso parece ser possível apenas quando um canal especial é aberto no momento; e esse trabalho deve ser feito de baixo e pelo esforço do homem.

TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO

Já foi explicado anteriormente que, sempre que o pensamento ou sentimento de um homem é egoísta, a energia que ele produz move-se em uma curva fechada e, assim, inevitavelmente retorna e se expande sobre o seu próprio nível; mas quando o pensamento ou sentimento é absolutamente altruísta, sua energia irrompe em uma curva aberta e, portanto, não retorna no sentido comum, mas penetra através para o plano acima, porque somente nessa condição superior, com sua dimensão adicional, pode encontrar espaço para sua expansão.

Mas, ao romper dessa forma, tal pensamento ou sentimento mantém aberta uma porta (simbolicamente falando) de dimensão equivalente ao seu próprio diâmetro e, assim, fornece o canal necessário através do qual a força divina apropriada ao plano superior pode derramar-se no plano inferior com resultados maravilhosos, não apenas para o pensador, mas também para os outros.

Uma tentativa é feita na Fig. 7 para simbolizar isso e indicar a grande verdade de que um fluxo infinito do tipo superior de força está sempre pronto e aguardando para derramar-se quando o canal é oferecido, assim como a água em uma cisterna pode-se dizer que aguarda para jorrar através do primeiro cano que seja aberto.

O resultado da descida da vida divina é um grande fortalecimento e elevação do canal que a fez e a propagação ao seu redor de uma influência mais benéfica. Esse efeito tem sido frequentemente chamado de oração e tem sido atribuído pelos ignorantes ao que chamam de "interposição especial da Providência", em vez da ação imutável da lei divina.

A abnegação. — Fig. 7 nos mostra ainda outro tipo de devoção, produzindo formas exquisitamente belas, um tipo no qual a natureza parece ser imitada em formas graciosas.

Por exemplo, é um tanto sugestivo de um botão de flor parcial, enquanto outras formas são encontradas em semelhança totalmente aberta com conchas ou folhas, especialmente, no entanto, formas de árvores.

Muitas formas vegetais ou animais podem ser cópias dessas, e parece provável que a explicação da similaridade resida muito nisso. Uma analogia análoga e ainda mais significativa é indicada pela ação das complexas formas-pensamento de certos médiuns, como foi dito acima.

Embora, com nosso conhecimento atual, fosse imprudente tentar uma solução do problema muito intrigante apresentado por essas notáveis semelhanças, parece provável que estejamos obtendo um vislumbre através do limiar de um mistério muito poderoso, pois se por certos pensamentos produzimos uma forma que é semelhante à ação desses pensamentos, podemos presumir que essas forças da natureza são um tanto semelhantes à ação desses pensamentos.

TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO

Uma vez que o universo é em si uma poderosa forma-pensamento, trazida à existência pelo Logos, pode ser que pequenas partes dele sejam também as formas-pensamento de entidades menores engajadas no mesmo trabalho; e assim talvez possamos nos aproximar de uma compreensão do que se entende pelos trezentos e trinta milhões de Devas dos hindus. Esta forma é do mais belo azul pálido, com uma glória de luz branca brilhando através dela—algo de fato que desafia a habilidade até mesmo do incansável artista que trabalhou tão arduamente para reproduzi-las o mais fielmente possível.

É o que um católico chamaria de um "ato de devoção" definido; melhor ainda, um ato de total desprendimento, de autoentrega e renúncia.

intelecto

Fig.

,8 representa uma nuvem da mesma ordem que aquelas mostradas nas Figs.

Em vez disso, o "amarelo" é a cor dos veículos, sempre em vários tons de amarelo, que indica capacidade intelectual, mas pode ser complicado pela mistura de outros matizes.

Geralmente, tem um tom mais profundo e mais opaco se o intelecto é dirigido principalmente para canais inferiores, mais especialmente se estiver ligado aos negócios. Mostrar-se-ia como amarelo-ocre no corpo mental de um homem de negócios. Quando devotado ao estudo da filosofia ou da matemática, apareceria dourado, e isso eleva-se gradualmente a um amarelo claro e luminoso, belo e brilhante, quando um intelecto poderoso está sendo empregado de forma absolutamente altruísta para o benefício da humanidade.

A maioria das formas-pensamento amarelas tem contornos nítidos, e uma nuvem vaga dessa cor é comparativamente rara.

Indica prazer intelectual — apreciação do resultado da engenhosidade, ou o deleite sentido no trabalho hábil.

Tal prazer, como o que um homem comum deriva da contemplação de um quadro, geralmente depende principalmente das emoções de admiração, afeição ou piedade que ele desperta dentro de si, ou, às vezes, se retrata uma cena com a qual ele está familiarizado, seu encanto consiste em seu poder de despertar a memória de alegrias passadas.

Um artista, no entanto, pode derivar de um quadro um prazer de caráter inteiramente diferente, baseado em seu reconhecimento da excelência do trabalho e da engenhosidade que foi exercida na produção de certos resultados. Tal gratificação puramente intelectual mostra-se como uma nuvem de amarelo-dourado, e o mesmo efeito pode ser produzido pela engenhosidade musical ou pelas sutilezas da — Uma nuvem dessa natureza indica o inteiro

A Intenção de Conhecer — A forma inicial, indicada pela figura superior, não é incomum e indica a determinação de resolver algum problema — a intenção de compreender. Às vezes, uma forma serpentina amarela projeta-se do palestrante teosófico para sua audiência, e ele acolhe as perguntas dos ouvintes, pois estas seguem sua exposição, mostrando que seus ouvintes estão acompanhando e desejam compreender e saber.

TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO

Uma forma deste tipo acompanha frequentemente uma pergunta, e se, como às vezes é infelizmente o caso, a pergunta é feita menos com o genuíno desejo de conhecimento do que com o propósito de exibir a perspicácia do questionador, a forma é fortemente tingida com o laranja profundo que indica vaidade.

Foi numa reunião teosófica que esta forma especial foi encontrada, e ela acompanhava uma pergunta que demonstrava considerável pensamento e penetração.

A resposta dada inicialmente não foi totalmente satisfatória para o inquiridor, que parece ter recebido a impressão de que seu problema estava sendo evadido pelo palestrante.

Sua resolução de obter uma resposta completa e cabal à sua indagação tornou-se mais determinada do que nunca, e sua forma-pensamento aprofundou-se em cor e mudou para a segunda das duas formas, assemelhando-se a um saca-rolhas ainda mais de perto do que antes.

Formas semelhantes a estas são constantemente criadas pela curiosidade comum, ociosa e frívola, mas, como nesse caso não há intelecto envolvido, a cor já não é amarela, mas geralmente se assemelha muito à de carne em decomposição, algo como o mostrado na Fig.

como expressando o desejo de um homem bêbado por álcool.

Ambição Elevada.

— A Fig. nos dá outra manifestação de desejo — a ambição por posição ou poder.

A qualidade ambiciosa é mostrada pela rica cor laranja profunda, e o desejo pelas extensões em forma de gancho que precedem a forma enquanto ela se move.

O pensamento é bom e puro em sua espécie, pois se houvesse algo de baixo ou egoísta no desejo, isso inevitavelmente se mostraria no escurecimento do claro tom laranja por vermelhos opacos, marrons ou cinzas.

Se este homem cobiçava posição ou poder, não era por si mesmo, mas pela convicção de que poderia realizar o trabalho bem e verdadeiramente, e em benefício de seus semelhantes.

Ambição Egoísta.

— A ambição de um tipo inferior está representada na Fig. 21. Não apenas temos aqui uma grande mancha do marrom-acinzentado opaco do egoísmo, mas há também uma diferença considerável na forma, embora pareça possuir igual definição de contorno.

A Fig. está subindo firmemente em direção a um objeto definido, pois se observará que a parte central dela é tão definitivamente um projétil quanto a Fig. 10. A Fig. 21, por outro lado, é uma forma flutuante e é fortemente indicativa de aquisição geral — a ambição de agarrar para si tudo o que está à vista.

IRA

Fúria Assassina e Ira Sustentada.

— Nas Figs. e 23 temos dois exemplos terríveis do efeito horrível da ira.

O clarão lúgubre das nuvens escuras (Fig. 22) foi tirado da aura de um homem rude e parcialmente intoxicado no East End de Londres, quando ele golpeava uma mulher; o clarão disparou em direção a ela no momento antes de ele levantar a mão para golpear, e causou uma sensação de horror que fazia estremecer, como se pudesse matar.

O dardo em forma de estilete de ponta afiada (Fig.

23) era um pensamento de raiva constante, intensa e desejosa de vingança, da qualidade de assassinato, sustentado por anos, e dirigido contra uma pessoa que havia infligido uma profunda injúria àquele que o pensou? : se este último tivesse sido possuído de uma vontade forte e treinada, tal forma-pensamento mataria, e aquele que a nutre está correndo um perigo muito sério de se tornar um assassino em ato, bem como em pensamento, em uma futura encarnação.

Notar-se-á que ambas assumem a forma de relâmpago, embora a superior seja irregular em sua forma, enquanto a inferior representa uma firmeza de intenção que é muito mais perigosa.

A base de egoísmo absoluto da qual a superior brota é muito característica e instrutiva.

A diferença de cor entre as duas também é digna de nota.

Na superior, o marrom sujo do egoísmo é tão fortemente evidente que mancha até o rubor da ira; enquanto no segundo caso, embora sem dúvida o egoísmo também estivesse na raiz, o pensamento original foi esquecido na ira sustentada e concentrada.

Aquele que estuda a Lâmina XIII em "Man Visible and Invisible" poderá imaginar a condição do corpo astral do qual essas formas se projetam; e certamente a mera visão dessas imagens, mesmo sem exame, deveria provar uma poderosa lição objetiva sobre o mal de ceder à paixão da ira.

Raiva Explosiva. — Na Fig. 24 vemos uma exibição de raiva de caráter totalmente diferente.

Aqui não há ódio sustentado, mas simplesmente uma vigorosa explosão de irritação.

É imediatamente evidente que, enquanto os criadores das formas mostradas nas Figs. 22 e 23 estavam cada um dirigindo sua ira contra um indivíduo, a pessoa responsável pela explosão na Fig. 24 está por o momento em guerra com todo o mundo ao seu redor.

Pode bem expressar o sentimento de algum velho cavalheiro colérico, que se sente insultado ou tratado com impertinência, pois o traço de laranja misturado com o escarlate implica que seu orgulho foi seriamente ferido. É instrutivo comparar as radiações desta lâmina com as da Fig. 11. Aqui vemos indicada uma verdadeira explosão.

instantânea em sua passagem e irregular em seus efeitos • • e o centro vazio nos mostra que o sentimento que o causou já é coisa do passado, e que nenhuma força adicional está sendo gerada. Na Fig.

n, por outro lado, o centro é a parte mais forte da forma-pensamento, mostrando que esta não é o resultado de um lampejo momentâneo de sentimento, mas que há um fluxo constante e contínuo de energia, enquanto os raios mostram por sua qualidade, comprimento e uniformidade o esforço sustentado e constante que os produz.

— Jealousy Vigilante e Irritada.

— Na Fig.

vemos uma forma-pensamento interessante, embora desagradável; sua peculiar cor marrom-esverdeada indica de imediato ao clarividente praticante que é uma expressão de ciúme, e sua curiosa forma mostra a avidez com que o homem observa aquilo que teme perder, enquanto a cabeça pontiaguda simboliza apropriadamente a atitude vigilante da pessoa ciumenta, perscrutando agudamente tudo o que vê ou imagina. Na Fig. I, o ciúme já está mesclado com raiva, e pode-se notar que aqui o ciúme é meramente uma nuvem vaga, embora entremeada com lampejos muito definidos de raiva, prontos para golpear aqueles por quem é sentido; enquanto na Fig. I, o próprio ciúme tem um contorno definido, sendo mais estável e muito expressivo.

TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO — SIMPATIA

Simpatia Vaga — Fig.

,8a temos outra das nuvens vagas, mas desta vez sua cor verde nos mostra que é uma manifestação do sentimento de simpatia. Podemos inferir do caráter indistinto de seu contorno que não se trata de uma simpatia definida e ativa, como aquela que se traduziria instantaneamente do pensamento para a ação; marca antes um sentimento geral de compaixão, como o que poderia sobrevir a um homem que lesse o relato de um acidente triste ou permanecesse à porta de uma enfermaria de hospital, olhando para os pacientes.

Susto Súbito.

Um dos objetos mais dignos de pena na natureza é um homem ou um animal em condição de medo abjeto; e um exame da Estampa XIV.

em O Homem Visível e Invisível mostra que, sob tais circunstâncias, o corpo astral não apresenta melhor aparência do que o físico.

Quando o corpo astral de um homem se encontra assim em estado de palpitação frenética, sua tendência natural é lançar fora fragmentos explosivos amorfos, como massas de rocha arremessadas em uma detonação, como se verá na Fig.

• mas quando uma pessoa não está aterrorizada, mas seriamente sobressaltada, um efeito como o mostrado na Fig. *7 é frequentemente produzido.

. uma das fotografias tiradas pelo Dr. Baraduc, de Paris, notou-se que uma erupção de círculos quebrados resultava de um aborrecimento súbito, e essa irrupção de formas em forma de crescente parece ser de natureza um tanto semelhante, embora neste caso haja as linhas acompanhantes de matéria que até aumentam a aparência explosiva.

É digno de nota que todos os crescentes à direita, FORMAS-PENSAMENTO 56 tenham sido os expelidos, que devem obviamente mostrar nada além do cinza do medo; mas um momento depois o homem está parcialmente se recuperando do choque, e começando a sentir raiva por ter se deixado assustar. Isso é mostrado pelo fato de que os crescentes posteriores são revestidos de escarlate, evidenciando a mistura de raiva e medo, enquanto o último crescente é de escarlate puro, dizendo-nos que já o susto está inteiramente superado, e permanece apenas o aborrecimento.

GANÂNCIA

Ganância Egoísta.— Fig. nos dá um exemplo de ganância egoísta, um tipo muito inferior ao da Fig. Notar-se-á que a ambição, e tudo o mais, não há nada tão evidente quanto o matiz de verde turvo que a pessoa da qual essa desagradável forma se origina, a fim de obter o objeto de seu desejo, está pronta a empregar o engano. Enquanto a ambição da Fig. era geral em sua natureza, o anseio expresso na Fig. é por um objeto particular em direção ao qual se estende. Compreender-se-á que esta forma-pensamento, como a da Fig. 13, permanece ligada ao corpo astral, que é projetado à esquerda da figura. É muito frequentemente vista em conexão com uma mulher que usa um vestido novo ou uma joia especialmente atraente. A cor varia de acordo com a paixão ou ciúme que se mistura com o desejo possessivo; uma aproximação da ilustração será encontrada em todos os casos.

Não raramente, creio, um número de pessoas em frente a uma vitrine de TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO pode ser visto assim projetando anseios astrais através do vidro.

Ganância por Bebida.—Na Fig. temos outra variante da mesma paixão, talvez em um nível ainda mais degradado e animal.

Este espécime foi retirado do corpo astral de um homem exatamente quando ele entrava pela porta de um bar; a expectativa e o desejo intenso pela bebida que ele estava prestes a absorver se mostraram na projeção diante dele dessa aparência muito desagradável.

Mais uma vez, as protuberâncias em gancho mostram o anseio, enquanto a cor e a textura áspera e manchada mostram a natureza baixa e sensual do apetite.

Desejos sexuais frequentemente se mostram de maneira exatamente semelhante.

Homens que dão origem a formas como esta ainda estão pouco afastados do animal; à medida que sobem na escala da evolução, o lugar desta forma será gradualmente ocupado por algo semelhante ao mostrado na Fig. 13, e muito lentamente, conforme o desenvolvimento avança, isso por sua vez passará pelos estágios indicados nas Figs. 7 e 8, até que por fim todo egoísmo seja expulso, e o desejo de ter seja transmutado no desejo de dar, e cheguemos aos esplêndidos resultados mostrados nas Figs. 1 e 10.

VÁRIAS EMOÇÕES

Em um Naufrágio.— Muito sério é o pânico que ocasionou o grupo muito interessante de formas-pensamento que estão representadas na Fig.

30. Elas foram vistas simultaneamente, dispostas exatamente como representado, embora em meio a uma confusão indescritível, de modo que suas posições relativas foram mantidas, embora, ao explicá-las, seja conveniente tomá-las em ordem inversa.

Elas foram evocadas por um terrível acidente e são instrutivas por mostrarem como as pessoas são afetadas de maneiras diferentes por perigo súbito e grave.

Uma forma mostra nada além de uma erupção do cinza lívido do medo, surgindo de uma base astral, e felizmente havia muitas tais formas que mostram a aparência da forma-pensamento; a violência e a completude do choque indica que toda a alma da pessoa estava possuída de medo frenético, e que o avassalador senso de personalidade excluiu por algum tempo todo sentimento mais elevado. A forma representa a atitude adotada, ou pelo menos uma tentativa de autocontrole, e mostra um ponto de cinza-azulado que se eleva para cima; a cor mostra como a hesitação foi parcialmente bem-sucedida, e vemos a parte da forma-pensamento vinda do nível inferior.

fragmentos que caem, que o contorno irregular e sua luz aqui como naquele "0T" " " quase tanto teve presença de espírito Jrb t” ** esta Mulher deveria orar, e está tentando . ■ lembrar-se de que ela disse enquanto o faz, whieS “ que ela não está -absolutamente nenhum pensamento além em outro caso não havia ■otmns shll alguma semelhança de h. A .btlny de recuperar de humanidade, e algum 'o tempo' i/P ' lançado ' de lado alf Km n. É um overwhelminrem nan ts de1 o dp oth ne, er tem para g emorio rilrci ontrast *à emoção.

nm, a humilia tin TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO

mostradas nestas duas formas é a esplêndida força e decisão da terceira.

Aqui não temos massa amorfa com linhas trêmulas e fragmentos explosivos, mas um pensamento poderoso, nítido e definido, obviamente cheio de força e resolução.

Pois este é o pensamento do oficial encarregado — o homem responsável pelas vidas e pela segurança dos passageiros, e ele se eleva à emergência de maneira mais satisfatória.

Nem sequer lhe ocorre sentir a menor sombra de medo; ele não tem tempo para isso.

Embora o escarlate da ponta afiada de sua forma-pensamento em forma de arma mostre raiva por o acidente ter acontecido, a curva ousada de laranja imediatamente acima denota perfeita autoconfiança e certeza de seu poder para lidar com a dificuldade.

O amarelo brilhante implica que seu intelecto já está trabalhando no problema, enquanto o verde que corre lado a lado denota a simpatia que ele sente por aqueles que pretende salvar.

Um grupo muito marcante e instrutivo de formas-pensamento.

Na Noite de Estreia.

— Fig.

é também um espécime interessante — talvez único — pois representa a forma-pensamento de um ator enquanto espera para subir ao palco em uma apresentação de "estreia".

A larga faixa de laranja no centro é muito claramente definida, e é a expressão de uma autoconfiança bem fundamentada — a realização de muitos sucessos anteriores, e a expectativa razoável de que nesta ocasião outro será acrescentado à lista.

No entanto, apesar disso, há uma boa dose de incerteza inevitável sobre como esta nova peça poderá impressionar o público volúvel, e no geral a dúvida e o medo superam a certeza e o orgulho, pois há mais do cinza pálido do que do laranja, e toda a forma-pensamento vibra como uma bandeira tremulando em uma ventania.

Notar-se-á que, enquanto o contorno do laranja é excessivamente nítido e definido, o do cinza é muito mais vago. Os Jogadores.

— As formas mostradas na Fig. foram observadas simultaneamente na grande casa de jogo de Monte Carlo.

Ambas representam algumas das piores paixões humanas, e há pouco o que escolher entre elas, embora representem respectivamente os sentimentos do jogador bem-sucedido e do mal-sucedido.

A forma inferior tem forte semelhança com um olho lúgubre e brilhante, embora isso deva ser simplesmente uma coincidência, pois quando a analisamos descobrimos que suas partes constituintes e cores podem ser explicadas sem dificuldade. Todo o pensamento é um marrom irregular, fortemente marcado pelo tom opaco do desespero, e o matiz lívido do medo — um anel escarlate profundamente marcado mostrando raiva e ressentimento contra a hostilidade do destino, e dentro disso há uma borda nitidamente delineada expressando o ódio do homem vermelho pelo dinheiro que o outro ganhou.

O homem que pode emitir tal forma-pensamento como esta está certamente em perigo iminente, pois ele desceu às próprias profundezas do desespero; como jogador, ele não pode ter nenhum refúgio de suicídio que o sustente, e ao despertar para a vida astral, ele teria trocado uma condição por outra pior em vez de melhor, pois, como o suicida sempre faz, ele se afasta de um estado de espírito menos prejudicial para um que é ainda mais prejudicial. Três Classes de Formas-Pensamento — o regozijo do jogador bem-sucedido sobre seu ganho ilícito.



exemplo marcante da vantagem do conhecimento, da mudança fundamental produzida na atitude mental do homem por uma compreensão clara das grandes leis da natureza sob as quais vivemos.

Totalmente diferentes como são em todos os aspectos de cor, forma e significado, essas duas formas-pensamento foram vistas simultaneamente, e representam dois pontos de vista com relação ao mesmo acontecimento.

Foram observadas em um funeral e exibem os sentimentos evocados nas mentes de dois dos "enlutados" pela contemplação da morte.

Os pensadores estavam na mesma relação com o morto, mas enquanto um deles ainda estava imerso na densa ignorância com relação à vida superfísica, que é tão dolorosamente comum nos dias de hoje, o outro tinha a inestimável vantagem da luz da Teosofia.

Mas o perfil do primeiro era expresso por nada além de depressão profunda, medo e egoísmo.

O fato de a morte ter se aproximado tão perto evidentemente evocou na mente do enlutado o pensamento de que ela poderia um dia ser terrível para ele também, e a antecipação disso é muito dolorosa para ele; mas como ele não sabe o que ela é, seu sentimento é vago e indefinido.

Apenas o desespero e o senso de perda pessoal se declaram em faixas regulares de marrom-acinzentado e cinza-chumbo, enquanto a protrusão, que envolve o caixão, desce ao túmulo e o desejo egoísta de trazer o morto de volta à vida física.

É revigorante, maravilhosamente diferente, ver as circunstâncias na mente do outro, que compreende os fatos do caso.

TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO 63:

Observar-se-á que os dois não têm nenhuma emoção em comum; no primeiro caso, tudo era desânimo e horror, enquanto neste caso não encontramos senão os sentimentos mais elevados e belos.

Na base da forma-pensamento encontramos uma expressão plena de profunda simpatia, o verde mais claro indicando a apreciação do sofrimento dos enlutados e condolência com eles, enquanto a faixa de verde mais escuro mostra a atitude do pensador em relação ao próprio morto.

A cor rosa profundo exibe afeição tanto pelos mortos quanto pelos vivos, enquanto a parte superior do cone e as estrelas que dele se elevam testemunham o sentimento despertado no pensador pela consideração do tema da morte, o azul expressando seu aspecto devocional, enquanto o violeta mostra o pensamento de, e o poder de responder a, um nobre ideal, e as estrelas douradas denotam as aspirações espirituais que sua contemplação evoca.

A faixa de amarelo claro que se vê no centro desta forma-pensamento é muito significativa, por indicar que toda a atitude do homem se baseia e é motivada por sua compreensão intelectual da situação, e isso também é demonstrado pela regularidade da disposição das cores e pela definição das linhas de demarcação entre elas.

A comparação entre as duas ilustrações mostradas nesta prancha é certamente um testemunho muito impressionante do valor do conhecimento dado pelo ensinamento teosófico.

Sem dúvida, esse conhecimento da verdade remove todo o medo da morte e torna a vida mais fácil de viver, porque compreendemos seu objetivo e seu fim, e percebemos que a morte é um incidente perfeitamente natural em seu curso, um passo necessário em nossa evolução.

Isso deveria ser universalmente conhecido entre as nações cristãs, mas não é, e portanto, neste ponto, como em muitos outros, a Teosofia tem um evangelho para o mundo ocidental.

anunciar que não há abismo impenetrável e sombrio além do túmulo, mas em vez disso um mundo de vida e luz, que pode ser conhecido tão certa e precisamente quanto este mundo físico em que vivemos. A escuridão e o horror para nós mesmos, como crianças que se assustam com histórias fantasmagóricas, e temos apenas que estudar os fatos do caso, e todas essas nuvens artificiais se dissiparão. Temos uma herança maligna atrás de nós de nossos antepassados, e assim todos os tipos de horrores funerários aos quais estamos acostumados, e nós não... O sentimento dos antigos era mais sábio que o nosso, pois a fantasmagoria da escuridão e o medo do corpo, talvez porque eles tinham um método de dispor do corpo que era não apenas infinitamente melhor para o morto, mas mais saudável para os vivos, com sugestões de decadência conectadas aos dias... O encontro mencionado dá-nos um exemplo de uma forma-pensamento boa, bem definida e bem marcada, com cada cor bem delineada e expressiva, que representa o sentimento de um homem ao encontrar um amigo de quem ele esteve separado por muito tempo. A forma convexa... dois braços se estendem em direção a ele, como se para abraçá-lo. TRÊS CLASSES DE FORMAS-PENSAMENTO.

A cor rosa denota naturalmente a afeição sentida, o verde-claro mostra a profundidade da simpatia existente, e o amarelo-claro é um sinal do prazer intelectual com o qual o criador do pensamento antecipa o reviver de reminiscências encantadoras de dias há muito passados. A Apreciação de um Quadro.

— Na Fig.

temos uma forma-pensamento um tanto complexa representando a deleitosa apreciação de um belo quadro sobre um tema religioso.

O amarelo forte e puro marca o reconhecimento entusiástico do observador pela habilidade técnica do artista, enquanto todas as outras cores são expressões das diversas emoções evocadas nele pela contemplação de tão gloriosa obra de arte.

O verde mostra sua simpatia pela figura central do quadro, a devoção profunda aparece não apenas na larga faixa de azul, mas também no contorno de toda a figura, enquanto o violeta nos diz que o quadro elevou o pensamento do homem à contemplação de um ideal elevado, e o tornou, ao menos por um tempo, capaz de responder a ele. Temos aqui o primeiro espécime de uma classe interessante de formas-pensamento da qual encontraremos exemplos abundantes mais adiante — aquela em que a luz de uma cor brilha através de uma rede de linhas de uma tonalidade bastante diferente.

Notar-se-á que, neste caso, da massa de violeta surgem muitas linhas onduladas que fluem como riachos sobre uma planície dourada; e isso torna claro que a mais elevada aspiração não é de modo algum vaga, mas é completamente sustentada por uma compreensão intelectual da situação e do método pelo qual ela pode ser realizada.

FORMAS VISTAS NAQUELES QUE MEDITAM

Simpatia e Amor por Todos.

— Até aqui temos tratado principalmente de formas que são a expressão da emoção, ou de pensamentos despertados na mente por circunstâncias externas.

Temos agora de considerar algumas daquelas causadas por pensamentos que surgem de dentro — formas geradas durante a meditação — sendo cada uma o efeito produzido por um esforço consciente do pensador para formar uma certa concepção, ou para colocar-se em uma certa atitude.

Naturalmente, tais pensamentos são definidos, pois o homem que se treina dessa maneira aprende a pensar com clareza e precisão, e o desenvolvimento de seu poder nessa direção mostra-se na beleza e regularidade das formas produzidas.

Neste caso, temos o resultado de um esforço por parte do pensador para se colocar em uma atitude de simpatia e amor para com toda a humanidade, e assim temos uma série de linhas graciosas do verde luminoso da simpatia com o forte brilho rosado da afeição resplandecendo entre elas (Fig. 37). As linhas ainda são suficientemente largas e espaçadas para serem facilmente desenhadas; mas em alguns dos exemplos mais elevados de formas-pensamento deste tipo, as linhas são tão finas e tão próximas que nenhuma mão humana pode representá-las como realmente são.

O contorno desta forma-pensamento é o de uma folha, mas sua forma e a curva de suas linhas são mais sugestivas de um certo tipo de concha, de modo que este é outro exemplo da aproximação a formas vistas na natureza física que notamos ao comentar a Fig. 6.

**Uma Aspiração de Envolver a Todos.** — Na Fig. 38 temos um exemplo muito mais desenvolvido do mesmo tipo. Esta forma foi gerada por alguém que, sentado em meditação, tentava preencher sua mente com uma aspiração de envolver toda a humanidade, a fim de elevá-la em direção ao alto ideal que brilhava tão claramente diante de seus olhos.

Portanto, a forma que ele produz parece precipitar-se para fora dele, curvar-se sobre si mesma e retornar à sua base; portanto, as linhas maravilhosamente finas são desenhadas em um adorável violeta luminoso, e de dentro da forma resplandece uma gloriosa luz dourada que, infelizmente, é totalmente impossível de reproduzir.

Pois a verdade é que todas essas linhas aparentemente intrincadas são, na realidade, apenas uma única linha que circunda a forma repetidamente, com paciência incansável e precisão admirável.

É quase impossível que qualquer mão humana pudesse fazer um desenho como este nessa escala, e, em qualquer caso, o efeito de suas cores não poderia ser mostrado, pois se verá por experimento que, se uma tentativa for feita para desenhar finas linhas violetas próximas umas das outras sobre um fundo amarelo, um efeito acinzentado aparece imediatamente, e toda semelhança com o original é destruída.

Mas o que não pode ser feito à mão pode às vezes ser alcançado pela precisão e delicadeza superiores de uma máquina, e é dessa maneira que o desenho foi feito a partir do qual nossa ilustração é reproduzida — com alguma tentativa de representar o efeito de cor, bem como a maravilhosa delicadeza das linhas e curvas.

**Nas Seis Direções.** — A forma representada na Fig. 39 é o resultado de outro esforço para estender amor e simpatia em todas as direções — um esforço quase precisamente semelhante ao que deu origem à Fig. 37, embora o efeito pareça tão diferente.

As razões para essa variedade e para a curiosa forma assumida neste caso constituem uma ilustração muito interessante da maneira como as formas-pensamento crescem.

Pode-se ver que, neste caso, o pensador demonstra considerável sentimento devocional e também fez um esforço intelectual para compreender as condições necessárias à realização de seus desejos, e as cores azul e amarela permanecem como evidência disso.

Originalmente, esta forma-pensamento era circular, e a ideia dominante era evidentemente que o verde da simpatia deveria estar na parte externa, voltado para todas as direções, por assim dizer, e que o amor deveria estar no centro e no coração do pensamento, dirigindo suas energias para fora.

Mas o criador desta forma-pensamento havia lido livros hindus, e seus modos de pensar haviam sido grandemente influenciados por eles.

Estudantes de literatura oriental saberão que o hindu não fala de quatro direções (norte, leste, sul e oeste), como nós, mas sempre de seis, pois ele, muito sensatamente, inclui o zênite e o nadir.

Nosso amigo estava imbuído, por sua leitura, da ideia de que deveria derramar seu amor e sua simpatia nas seis direções; mas, como não compreendia com precisão o que são as seis direções, dirigiu sua corrente de afeição para seis pontos equidistantes em seu círculo.

As correntes que jorravam alteraram a forma das linhas periféricas que ele já havia construído, e assim, em vez de termos um círculo como seção de sua forma-pensamento, temos este curioso hexágono com seus lados curvados para dentro.

Vemos assim como cada forma-pensamento registra fielmente o processo exato de sua construção, registrando indelevelmente até mesmo os erros de sua formação.

Uma Concepção Intelectual da Ordem Cósmica. — Na Fig.

... de uma tentativa de alcançar uma concepção intelectual da ordem cósmica.

O pensador era obviamente um teosofista, e ver-se-á que, ao se esforçar para pensar na ação do espírito sobre a matéria, segue instintivamente a mesma linha de simbolismo daquela representada no conhecido selo da Sociedade.

Aqui temos um triângulo apontando para cima, significando o aspecto tríplice do Espírito, entrelaçado com o triângulo apontando para baixo, que indica a matéria com suas três qualidades inerentes.

Geralmente representamos o triângulo ascendente em branco ou dourado, e o descendente em um tom mais escuro, como azul ou preto, mas é digno de nota que, neste caso, o pensador está tão inteiramente ocupado com o esforço intelectual que nenhuma cor além do amarelo se manifesta dentro da forma.

Não há espaço ainda para emoções de devoção, de admiração ou de reverência; a ideia que ele deseja realizar preenche sua mente por completo, com exclusão de tudo o mais.

Ainda assim, a definição do contorno, destacando-se contra seu fundo de raios, mostra que ele alcançou um elevado grau de êxito.

O Logos manifestado no Homem.

— Chegamos agora a uma série de pensamentos que estão entre os mais elevados que a mente humana pode formar, quando em meditação sobre a fonte divina de seu ser.

Quando o homem, em contemplação reverente, tenta elevar seu pensamento em direção ao Logos de nosso sistema solar, naturalmente não faz nenhuma tentativa de imaginar para si mesmo esse augusto Ser; tampouco pensa n'Ele como possuindo, de qualquer forma, tal configuração que possamos compreender.

No entanto, tais pensamentos constroem formas para si mesmos na matéria do plano mental; e será de interesse para nós examinar essas formas.

Em nossa ilustração na Fig.

temos um pensamento do Logos como manifestado no homem, com a aspiração devocional de que Ele assim se manifeste através do pensador.

É esse sentimento devocional que confere o tênue matiz azul à estrela de cinco pontas, e sua forma é significativa, pois foi empregada por muitas eras como símbolo de Deus manifestado no homem.

O pensador pode ter sido, talvez, um maçom, e seu conhecimento do simbolismo empregado por essa corporação pode ter tido sua parcela na modelagem da estrela.

Ver-se-á que a estrela está rodeada por raios amarelos brilhantes que resplandecem em meio a uma nuvem de glória, o que denota não apenas a compreensão reverente da glória transcendente da Divindade, mas também um distinto esforço intelectual, em acréscimo à devoção que se derrama.

O Logos permeando tudo.

— Nossas três Figuras seguintes são dedicadas ao esforço de representar um pensamento de tipo muito elevado — uma tentativa de pensar o Logos como permeando toda a natureza.

Aqui novamente, como na Fig. 38, é impossível dar uma reprodução completa, e devemos convocar nossos leitores a um esforço de imaginação que, em certa medida, supra as deficiências das artes do desenho e da impressão.

A esfera dourada representada na Fig. 42 deve ser imaginada como estando dentro da outra esfera de linhas delicadas (de cor azul) desenhada na Fig. 44. Qualquer esforço para colocar as cores em justaposição tão íntima no plano físico resulta simplesmente na produção de um borrão verde. A forma-pensamento perde-se; é no topo da máquina antes mencionada que a linha fina produz todo o maravilhoso traçado da Fig. 44, e o efeito das linhas formando uma espécie de cruz de luz deve-se ao fato de que as curvas não são realmente concêntricas, embora à primeira vista pareçam sê-lo.

Outra Concepção.— A Fig. 45 exibe a forma produzida por outra pessoa ao tentar manter exatamente o mesmo pensamento. Aqui também temos uma complexidade surpreendente de linhas azuis quase inconcebivelmente delicadas, e aqui também nossa imaginação deve ser evocada para inserir o globo dourado da Fig. 42, de modo que sua glória possa brilhar através de cada ponto. Aqui também, como na Fig. 44, temos esse padrão curioso e belo, assemelhando-se um pouco ao damasco das antigas espadas orientais, ou àquele visto em seda moiré ou moiré antique. Quando essa forma é desenhada pelo pêndulo, o padrão não é de modo algum produzido intencionalmente, mas simplesmente surge como consequência do cruzamento das inúmeras linhas microscopicamente finas.

É evidente que o pensador que criou a forma da Fig. 44 deve ter mantido em sua mente, de modo mais proeminente, a unidade do Logos, enquanto aquele que gerou a forma da Fig. 45 tem claramente em mente os centros subordinados através dos quais a vida divina se derrama, e muitos desses centros subordinados se representaram, consequentemente, na forma-pensamento.

A Manifestação Tríplice.— Quando a forma empregada na Fig. 46 foi feita, seu criador se esforçava para pensar o Logos em Sua manifestação tríplice. O espaço vazio no centro da forma era um brilho ofuscante de luz amarela, e isso tipificava claramente o Primeiro Aspecto, enquanto o Segundo era simbolizado pelo amplo anel de linhas estreitamente entrelaçadas e quase desconcertantes que circundam esse centro, enquanto o Terceiro Aspecto é sugerido pelo estreito anel externo que parece mais frouxamente tecido. Toda a figura é pervadida pela usual luz dourada brilhando entre as linhas de violeta.

A Manifestação Setenária.

— Em todas as religiões permanece alguma tradição da grande verdade de que o Logos Se manifesta através de sete canais poderosos, frequentemente considerados como Logos menores ou grandes Espíritos planetários.

No esquema cristão eles aparecem como os sete grandes arcanjos, às vezes chamados os sete espíritos diante do trono de Deus.

A figura numerada 47 mostra o resultado do esforço de meditar sobre esse método de manifestação divina.

Temos o brilho dourado no centro, e também (embora com menor esplendor) ao redor da forma.

A linha é azul, e desenha uma sucessão de sete asas duplas graciosas e quase plumosas que cercam a glória central e são claramente destinadas a fazer parte dela. À medida que o pensamento se fortalece e se expande, essas belas asas mudam sua cor para violeta e tornam-se como pétalas de uma flor, e se sobrepõem umas às outras. A forma intrincada, porém eficaz, é então formada para a meditação, e um vislumbre interessante do crescimento dessas formas em Aspiração Intelectual.

A forma representada na Fig. 48 guarda certa semelhança com a da Fig. 47, mas, por mais bela que fosse aquela, esta é na realidade uma manifestação muito mais elevada e sutil. O contorno é indicado por uma lança ou lápis de luz, que indica devoção ao Altíssimo, delineado e fortalecido pelo amor, e seu desenvolvimento é extremamente fino. Aquele que pode pensar assim já deve ter entrado no Caminho da Santidade, pois aprendeu a usar o poder do pensamento com efeito muito poderoso.

Notar-se-á que em ambas as cores há uma forte mistura da luz branca, que indica sempre um poder espiritual incomum.

Certamente o estudo dessas formas-pensamento deveria ser uma lição objetiva das mais impressionantes, pois dela podemos ver tanto o que evitar quanto o que cultivar, e podemos aprender gradualmente a apreciar quão tremenda é a nossa responsabilidade pelo exercício desse poderoso poder.

De fato, é terrivelmente verdade, como dissemos no início, que as formas-pensamento são coisas, e coisas possantes; e convém-nos lembrar que cada um de nós as está gerando incessantemente, noite e dia.

Vede quão grande é a felicidade que este conhecimento nos traz, e quão gloriosamente podemos utilizá-lo quando sabemos de alguém em dor ou em sofrimento.

Frequentemente surgem circunstâncias que nos impedem de dar ajuda física, seja por palavra ou por ação, por mais que o desejemos; mas não há caso em que a ajuda pelo pensamento não possa ser dada, e não há caso em que ela deixe de produzir um resultado definido.

Pode acontecer muitas vezes que, no momento, nosso amigo esteja demasiadamente ocupado com seu próprio sofrimento, ou talvez demasiadamente excitado, para receber e aceitar qualquer sugestão vinda de fora; mas chegará um tempo em que nossa forma-pensamento poderá penetrar e descarregar-se, e então, certamente, nossa simpatia produzirá seu devido resultado.

É verdade, de fato, que a responsabilidade de usar tal poder é grande; contudo, não devemos recuar de nosso dever por causa disso.

É tristemente verdade que há muitos homens que estão inconscientemente usando seu poder de pensamento principalmente para o mal; mas isso apenas torna ainda mais necessário que aqueles de nós que estão começando a compreender um pouco a vida o usem conscientemente, e o usem para o bem.

Temos à nossa disposição um critério infalível; nunca podemos usar mal esse poderoso poder do pensamento se o empregarmos sempre em uníssono com o grande esquema divino da evolução, e para a elevação de nosso próximo.

Pensamentos de Auxílio

As Figuras numeradas de 48 a 54 foram os resultados de uma tentativa sistemática de enviar pensamentos de auxílio pela amiga que nos forneceu os esboços. Um tempo definido foi dado a cada dia, a uma hora fixa.

As formas foram, em alguns casos, vistas pelo transmissor, mas em todos os casos foram percebidas pelo receptor, que imediatamente enviou esboços grosseiros do que foi visto pelo correio seguinte ao transmissor, o qual gentilmente forneceu as seguintes notas a respeito delas: “Nos desenhos coloridos em anexo, os elementos azuis parecem ter representado o elemento mais devocional do pensamento.

As formas amarelas acompanharam a tentativa de comunicar fortitude intelectual, ou força mental e coragem.

O rosa rosado aparecia quando o pensamento estava mesclado com simpatia afetuosa.

Se o remetente (A.) pudesse formular seu pensamento deliberadamente no momento determinado, o receptor (B.) relataria às 8h48, 8h49 e 8h50, constantemente emitindo sua luminosa mensagem amarela sobre B. Se, contudo, A. estivesse com dificuldade — digamos, formas quebradas ou tão distorcidas quanto possível — B. observaria formas irregulares, tais como as quebradas. Dessa maneira, muitos detalhes podiam ser verificados e comparados como que das extremidades opostas da linha, e a natureza da influência comunicada oferecia outro meio de verificação.

Em uma ocasião, A. foi perturbado em seu esforço de enviar um pensamento de conotação azul-rosada, por um sentimento de ansiedade de que a natureza do elemento rosado não fosse mal compreendida.

O relato de B. foi que um globo bem definido, como na Fig. 48, foi visto primeiro, mas que este desapareceu subitamente, sendo substituído por uma procissão móvel de pequenos triângulos verde-claros, como na Fig. 53. Esses poucos desenhos dão apenas uma leve ideia das variadas formas florais e geométricas vistas, enquanto nem tinta nem giz de cera parecem capazes de representar a beleza radiante de suas cores vivas.”

FORMAS CONSTRUÍDAS PELA MÚSICA

Antes de encerrar este pequeno tratado, talvez seja de interesse para nossos leitores apresentar alguns exemplos de outro tipo de formas desconhecidas daqueles que se limitam aos sentidos físicos como meio de obter informação.

Muitas pessoas sabem que o som está sempre associado à cor — que, por exemplo, quando uma nota musical é emitida, um lampejo de cor correspondente a ela pode ser visto por aqueles cujos sentidos mais sutis já estão, em certa medida, desenvolvidos.

Parece não ser tão geralmente conhecido que o som produz forma, bem como cor, e que cada peça musical deixa atrás de si uma impressão dessa natureza, que persiste por algum tempo considerável, e é claramente visível e inteligível para aqueles que têm olhos para ver.

Tal forma talvez não seja tecnicamente uma forma-pensamento — a menos que a tomemos, como bem podemos, como o resultado do pensamento do compositor expresso por meio da habilidade do músico através de seu instrumento.

Algumas dessas formas são muito marcantes e impressionantes, e naturalmente sua variedade é infinita.

Cada classe de música tem seu próprio tipo de forma, e o estilo do compositor se mostra tão claramente na forma que sua música constrói quanto o caráter de um homem se mostra em sua caligrafia.

Outras possibilidades de variação são introduzidas pelo tipo de instrumento sobre o qual a música é executada, e também pelos méritos do intérprete.

A mesma peça musical, se tocada com precisão, sempre construirá a mesma forma, mas essa forma será enormemente maior quando executada em um órgão de igreja ou por uma banda militar do que quando interpretada em um piano, e não apenas o tamanho, mas também a textura da forma resultante será muito diferente.

Haverá também uma diferença similar na textura entre o resultado de uma peça musical tocada em um violino e a mesma peça executada no alaúde. Novamente, o

A excelência da performance tem seu efeito, e há uma diferença maravilhosa entre a beleza radiante da forma produzida pelo trabalho de um artista verdadeiro, perfeita igualmente na expressão e na execução, e a forma comparativamente monótona e de aparência indistinta da oração mecânica de madeira. Qualquer coisa como imprecisão na execução, qualquer defeito na forma em si, mostra seu caráter clarividente. É óbvio que, se o tempo e os meios o permitissem, centenas de volumes poderiam ser preenchidos com as formas construídas pela música.

As formas construídas por diferentes peças musicais sob diferentes condições, de modo que o máximo que pode ser feito dentro de qualquer compasso razoável é dar alguns exemplos dos tipos principais.

Foi decidido, para os propósitos deste livro, limitar esses exemplos a três, tomar tipos de música que apresentem contrastes facilmente reconhecíveis e, por simplicidade na comparação, apresentá-los todos como apareceram quando tocados no mesmo instrumento — um órgão de igreja muito fino.

Em cada uma de nossas pranchas, a igreja aparece juntamente com a forma-pensamento que se eleva muito alto no ar acima dela; e deve-se lembrar que, embora os desenhos estejam em escalas muito diferentes, a igreja é a mesma nos três casos e, consequentemente, o tamanho relativo da forma sonora pode ser facilmente calculado.

A altura real da torre da igreja é de pouco menos de cem pés, então se verá que a forma sonora produzida por um órgão poderoso é de tamanho enorme.

Tais formas permanecem como ereções coerentes por um tempo considerável — uma hora ou duas, pelo menos; e durante todo esse tempo estão irradiando suas vibrações características em todas as direções, assim como fazem nossas formas-pensamento; e se a música for boa, o efeito dessas vibrações não pode deixar de ser edificante para todo homem sobre cujos veículos elas atuam.

Assim, a comunidade deve uma dívida real de gratidão ao músico que derrama tais influências benéficas, pois ele pode afetar para o bem centenas de pessoas que nunca viu e que jamais conhecerá no plano físico.

Mendelssohn.

— A primeira dessas formas, uma relativamente pequena e simples, é desenhada para nós na Prancha M. Ver-se-á que temos aqui uma forma que representa aproximadamente a de um balão, tendo um contorno recortado consistindo em uma linha violeta dupla.

Dentro disso, há um arranjo de linhas de cores variadas movendo-se quase paralelas a esse contorno; e então outro arranjo um tanto semelhante que parece cruzar e interpenetrar o primeiro.

Ambos os conjuntos de linhas evidentemente partem do órgão dentro da igreja e, consequentemente, passam para cima através de seu telhado em seu curso, sendo a matéria física claramente nenhum obstáculo para sua forma. No centro oco da forma flutuam um número de pequenos crescentes arranjados aparentemente em quatro linhas verticais.

Esforcemo-nos agora para dar alguma pista sobre o significado de tudo isso, que pode bem parecer tão desconcertante para o novato, e explicar em certa medida como isso vem a existir.

Deve-se lembrar que esta é uma melodia de caráter simples, tocada uma única vez, e que, consequentemente, podemos analisar a forma de um modo que seria bastante impossível com um espécime maior e mais complicado.

Contudo, mesmo neste caso, nós—

Desconsiderando por um momento o que temos a seguir, dentro da borda recortada, de diferentes cores, há um arranjo de quatro linhas de direção externa, movendo-se aproximadamente juntas, denotando respectivamente o soprano, o contralto, o tenor e o baixo, embora não apareçam necessariamente nessa ordem nesta forma astral.

Aqui é necessário interpolar uma explicação ainda mais aprofundada.

Mesmo com uma melodia comparativamente tão simples como esta, há matizes e tons finos demais para serem reproduzidos em qualquer escala ao nosso alcance; portanto, deve-se dizer que cada uma das linhas curtas que expressam uma nota tem uma cor própria, de modo que, embora como um todo a linha externa dê uma impressão de azul, e a linha imediatamente interna, de carmim, cada uma varia em cada centímetro de seu comprimento; de modo que o que é mostrado não é uma reprodução correta de cada matiz, mas apenas a impressão geral.

Os dois conjuntos de quatro linhas que parecem cruzar-se são causados por duas seções da melodia; a borda recortada que envolve o todo é o resultado de diversos floreios e arpejos, e os crescentes flutuantes no centro representam acordes isolados ou staccato*.

Naturalmente, os arpejos não são inteiramente violetas, pois cada laçada tem um matiz diferente, mas no conjunto aproximam-se mais dessa cor do que de qualquer outra. A altura dessa forma acima da torre da igreja é provavelmente um pouco mais de cem pés; mas, como ela também se estende para baixo através do telhado da igreja, seu diâmetro perpendicular total pode bem ser de cerca de cento e cinquenta pés.

É produzida por um dos "Lieder ohne Worte" de Mendelssohn, e é característica do delicado trabalho de filigrana que tão frequentemente aparece como resultado de suas composições.

A forma inteira é vista projetada contra um fundo cintilante de muitas cores, que é na realidade uma nuvem que a envolve por todos os lados, causada pelas vibrações que dela se derramam em todas as direções. Gounod.

Na Lâmina G temos uma peça inteiramente diferente — um coro vibrante de Gounod.

Como a igreja na ilustração é a mesma, é fácil calcular que, neste caso, o ponto mais alto da forma deve elevar-se a plenos seiscentos pés acima da torre, embora o diâmetro perpendicular da forma seja um pouco menor que isso, pois o organista evidentemente terminou há alguns minutos, e a forma aperfeiçoada flutua no alto, claramente definida e aproximadamente esférica, embora antes um esferoide achatado.

Este esferoide é oco, como o são todas essas formas, pois está lentamente aumentando de tamanho — gradualmente irradiando para fora de seu centro, mas tornando-se proporcionalmente menos vívido e etéreo em aparência à medida que o faz, até que, neste caso, mostra menos do que na Prancha M, pois esta brilhante e massiva sucessão de acordes murmurados, como uma melodia de sons, tem o artista capturado a impressão de acordes estrondosos, em vez do efeito das notas separadas, sendo este último dificilmente capaz de seguir o desenvolvimento da forma em uma peça mais longa; mas aqui as linhas se cruzaram e se entrelaçaram, até termos o esplêndido efeito geral que o compositor teria pretendido que víssemos, se fôssemos capazes de ver.

No entanto, é possível discernir algo do processo que constrói a forma, e o ponto mais fácil para começar é o mais baixo à esquerda, ao examinar a Prancha.

A grande protuberância violeta ali é evidentemente o acorde inicial de uma frase, e se seguirmos a linha externa da forma para cima e ao redor da circunferência, poderemos obter alguma ideia do caráter dessa frase.

Uma inspeção atenta revelará outras duas linhas mais internas que correm aproximadamente paralelas a esta externa, e mostram sucessões semelhantes de cor em escala menor, e estas podem bem indicar uma repetição mais suave da mesma frase.

Uma análise cuidadosa dessa natureza logo nos convencerá de que há uma ordem muito real neste caos aparente, e chegaremos a ver que, se fosse possível fazer uma reprodução dessa glória resplandecente que fosse precisa até o menor detalhe, também seria possível, pacientemente, desembaraçá-la ao máximo, ligando cada toque adorável de cor cintilante à própria nota que a fez existir.

Não deve ser esquecido que muito menos detalhe é dado nesta ilustração do que na Prancha M; por exemplo, cada um desses pontos ou projeções contém dentro de si, como partes integrantes, pelo menos as quatro linhas ou faixas de cor variável que foram mostradas separadamente na Prancha M, mas aqui elas são mescladas em um único tom, e apenas o efeito geral do acorde é dado.

Em M combinamos horizontalmente e procuramos mostrar as características de um número de notas sucessivas mescladas em uma só, mas mantendo distintos os efeitos das quatro partes simultâneas, usando uma linha de cor diferente para cada uma.

Em G tentamos exatamente o oposto, pois combinamos verticalmente e mesclamos, não as notas sucessivas de uma parte, mas os acordes, cada um provavelmente contendo seis ou oito notas.

A aparência verdadeira combina esses dois efeitos com uma riqueza inexprimível de detalhes.

Wagner.

— Ninguém que tenha dedicado algum estudo a essas formas musicais hesitaria em atribuir a maravilhosa cadeia de montanhas retratada na Prancha W ao gênio de Richard Wagner, pois nenhum outro compositor ainda ergueu edifícios sonoros com tamanho poder e decisão.

Neste caso, temos uma vasta ereção em forma de sino, com cerca de novecentos pés de altura e pouco menos de diâmetro na base, flutuando no ar acima da igreja da qual surgiu.

É oca, como a forma de Gounod, mas, ao contrário daquela, é aberta na parte inferior.

A semelhança com os baluartes que recuam sucessivamente de uma montanha é quase perfeita, e é realçada pelas massas ondulantes de nuvens que rolam entre os penedos e dão o efeito de perspectiva.

Nenhuma tentativa foi feita neste desenho para mostrar o efeito de notas isoladas ou acordes isolados; cada extensão de rochas simuladas representa, em tamanho, forma e cor, apenas o efeito geral de uma das seções da peça musical, vista à distância.

Mas deve-se entender que, na realidade, tanto esta quanto a forma dada na Prancha G são tão cheias de minúsculos detalhes quanto a retratada na Prancha M, e que todas essas magníficas massas de cor são construídas de muitas faixas relativamente pequenas que não seriam visíveis separadamente na escala em que isto é desenhado.

O resultado amplo é que cada pico de montanha tem seu próprio matiz brilhante, exatamente como é visto na ilustração — um esplêndido jato de cor vívida, resplandecendo com a glória de sua própria luz viva, espalhando sua radiação resplandecente por todo o país ao redor.

No entanto, em cada uma dessas massas de cor, outras cores estão constantemente tremulando, como fazem sobre a superfície de metal fundido, de modo que as coruscações e cintilações desses maravilhosos edifícios astrais estão muito além do poder de qualquer palavra física para descrever.

Uma característica marcante nesta forma é a diferença radical entre os dois tipos de música que nela ocorrem, um produzindo as massas rochosas angulares, e o outro as nuvens arredondadas e ondulantes que se encontram entre elas.

Outros motivos são mostrados pelas largas faixas de azul, rosa e verde que aparecem na base do sino, e as linhas serpenteantes de branco e amarelo que tremeluzem através delas são provavelmente produzidas por um acompanhamento de arpejos ondulantes. Nestas três Placas, apenas a forma criada diretamente pelas vibrações sonoras foi desenhada, embora, como vista pelo clarividente, seja geralmente cercada por muitas outras formas menores, resultado dos sentimentos pessoais do executante ou das emoções despertadas na plateia pela música.

Para recapitular brevemente: na Placa temos uma forma pequena e comparativamente simples retratada com considerável detalhe, algo do efeito de cada nota sendo dado; na Placa G temos uma forma mais elaborada, de caráter muito diferente, delineada com menos detalhe, pois nenhuma tentativa é feita para render as notas separadas, mas apenas para mostrar como cada acorde se expressa ainda em forma e cor; na Placa W temos uma forma maior e mais rica, na representação da qual o detalhe é evitado, a fim de que o efeito pleno da peça como um todo possa ser aproximadamente dado.

Naturalmente, todo som faz sua impressão sobre a matéria astral e mental — não apenas aquelas sucessões ordenadas de sons que chamamos de música. Algum dia, talvez, as formas construídas por aqueles outros sons menos eufônicos possam ser retratadas para nós, embora estejam além do escopo deste tratado; entretanto, aqueles que sentem interesse por elas podem ler um relato sobre elas no pequeno livro sobre O Lado Oculto das Coisas.* É bom para nós sempre ter em mente que há um lado oculto na vida, que cada ato, palavra e pensamento tem sua consequência no mundo invisível que está sempre tão próximo de nós, e que geralmente esses resultados invisíveis são de importância infinitamente maior do que aqueles que são visíveis a todos no plano físico.

O homem sábio, sabendo disso, ordena sua vida de acordo, e leva em conta o mundo inteiro em que vive, e não apenas a sua casca exterior.

Assim, ele poupa a si mesmo uma infinidade de problemas, e torna sua vida não apenas mais feliz, mas muito mais útil aos seus semelhantes.

Mas para fazer isso em nosso mundo ocidental, tal conhecimento é praticamente obtido apenas através da literatura da Teosofia. Existir não é suficiente; desejamos viver inteligentemente. Mas para viver, devemos conhecer, e aqui está um vasto campo diante de nós. Devemos estudar a ciência do esclarecimento e colher os frutos da sabedoria, se apenas nos dispusermos a isso.

Não desperdicemos, então, mais tempo nas eras escuras da ignorância, mas entremos no glorioso sol da Teosofia, que os homens modernos assim chamam.

C. W. Leadbeater.

IMPRESSO por NEILL & CO., LTD., EDIMBURGO.